O
Sindicato, assim como a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos
Trabalhadores do Ramo Financeiro), vê com preocupação a adesão
dos funcionários ao Plano de Aposentadoria Incentivada (PAI) do
Banco do Brasil (BB). O PAI foi apresentado pelo banco, na última
quarta-feira, 17, em reunião com dirigentes sindicais, e o prazo
para adesão tem início no dia 22.
A
diretora do Sindicato e funcionária do BB, Sandra Trajano, explica
que, se houver grande adesão de funcionários ao plano, as condições
de trabalho no banco podem piorar. “As contratações do BB não
têm acompanhado o número de demissões e aposentadorias. Então,
aqueles que ficam têm uma demanda de trabalho ainda maior”,
ressalta a diretora.
Os
funcionários que, em 19 de maio deste ano, tinham mais de 50 anos de
idade e 15 anos de trabalho na instituição podem aderir ao Plano.
Para aqueles oriundos de bancos incorporados, será contado o período
incluindo o tempo de banco de origem. Segundo o BB, o plano será de
livre escolha e não haverá nenhuma pressão para adesão.
O
banco concederá cinco salários de bonificação e mais um prêmio
de pecúnia de 2,04 a 2,27 salários, com teto de até 7,27 salários
para funcionários com 35 anos de banco. No caso de tempo inferior,
será feita a proporcionalidade. O BB também informou que haverá um
limite de 7.100 pessoas para adesão e o critério será a ordem de
inscrição.
Segundo
Sandra,
esse Plano era esperado por muitos funcionários. “Tanto que
algumas pessoas da base nos procuraram para saber da possibilidade de
uma negociação com o banco para ampliar as condições e o número
de adesão ao plano”, diz.
Ela
explica que bancários que ainda não têm tempo suficiente para se
aposentar manifestam desejo de se desligar do banco. “Esse desejo
mostra o alto nível de insatisfação dos funcionário com o
trabalho no BB”, completa Sandra.
O
movimento sindical ainda está discutindo internamente as condições
do PAI, para, então, iniciar possíveis negociações com o banco.
Wagner
Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do
BB, destaca a importância de os bancários terem cuidado para não
serem prejudicados ao aderirem ao plano, principalmente em relação
à Cassi e à Previ. “A fixação de um limite de pessoas pode
parecer pressão para adesão. Então, alertamos que cada funcionário
faça as simulações necessárias para que a adesão seja consciente
e sem prejuízo”, afirma Wagner.
Condições – O
prazo para registro de adesão será de 22 de junho a 10 de julho
deste ano. O prazo para desligamento de 13 de julho a 14 de agosto. A
rede de agências terá prioridade na reposição das vagas.
Todos
os funcionários público-alvo podem aderir, menos aqueles com
situação de contrato suspenso, como licença-interesse ou
licença-saúde, devido à necessidade de exame de aptidão para
desligamento.
Os representantes do funcionalismo solicitaram ao
Banco do Brasil a criação de canais de informação específica
para quem está de licença prêmio ou em VCP (vantagem de caráter
pessoal) por retorno de licença saúde, além de outros casos. O
funcionário que estiver de férias pode entrar em contato com a
Gepes que fará a inclusão no sistema.