
Semanas após a performance que gerou polêmica na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a transexual Viviany Belebone ainda sofre inúmeras críticas e ameaças. Para representar todo o martírio a que transexuais e a população LGBT como um todo são submetidos diariamente, Belebone apareceu crucificada – em alusão direta à crucificação de Jesus Cristo. Depois disso, os ataques partiram, principalmente, de um segmento em específico: as religiões.
No último sábado (27), no entanto, dois religiosos resolveram se redimir. O padre católico Júlio Lancellotti e o pastor evangélico da Igreja Batista José Barbosa Júnior lavaram os pés da transexual em sinal de humildade e como uma maneira de pedir desculpas pelas ameaças que Belebone sofreu. O gesto aconteceu em um ato no centro da capital paulista.
A atitude retoma o ritual de ‘lava-pés’, famoso no cristianismo, que remete a quando Jesus lavou os pés de seus apóstolos para que o estigma de ‘superioridade’ fosse superado. “Estou me sentindo abençoada”, disse a transexual.