Pernambuco sofre mais dois assaltos a bancos; agora são 33 só este ano

Dois assaltos em um
único dia, e quase simultâneos, elevam as já alarmantes
estatísticas da insegurança bancária em Pernambuco. Na última
sexta, dia 17, a Caixa da Rua da Hora e o Banco do Brasil da Domingos
Ferreira foram alvos de assaltantes. A primeira ação aconteceu na
Caixa, às 17h02. Dois minutos depois, outro grupo invadia a agência
do BB em Boa Viagem.

Com estes, já são seis assaltos
somente no mês de julho. Em pouco mais de um semestre, Pernambuco já
alcança a marca dos 33 assaltos, mais que o dobro do que foi
contabilizado durante todo o ano passado (16 ocorrências). É quatro
vezes mais do que se registrou nos seis primeiros meses de 2014. Em
média, é mais de um assalto por semana.

Além
da coincidência de horários, há outra circunstância que se
repetem na ação da Caixa e do BB. Encerrado o atendimento ao
público, apenas um vigilante fazia a segurança das unidades. “É
preciso que seja garantida a presença de dois vigilantes, que está
na lei, até que não haja mais ninguém na unidade – cliente ou
bancário. Também reivindicamos que a abertura e fechamento das
unidades sejam
feitas
de forma remota ou por empresa especializada, e não pelos
trabalhadores”, ressalta o secretário de Saúde do Sindicato,
Wellington Trindade, que visitou as unidades.

Na Caixa, quatro
homens aguardaram a chegada do responsável pelos malotes, que foi
rendido por parte do grupo. Os demais renderam o único vigilante e
arrombaram a porta lateral. A
diretora do Sindicato Maria José Leódido esteve na agência nesta
segunda, dia 20.
Ela
conta que
a psicóloga do banco
estava no local para conversar com os trabalhadores. A agência vai
ficar fechada até que a arma do vigilante seja reposta.

No
Banco do Brasil, a ação evidenciou outra grande falha, que já foi
denunciada pelo Sindicato em reuniões com o banco e com o Ministério
Público. Colocada antes do autoatendimento, a porta com detector de
metais só funciona durante o atendimento ao público. Depois disso,
o acesso ao autoatendimento é liberado e somente uma porta de vidro,
não blindado, separa este ambiente da parte interna da agência.
“Eles quebraram esta porta com tiros e levaram o dinheiro dos
caixas, além das armas do vigilante e de celulares de bancários”,
conta Wellington.

Esta
mesma unidade foi assaltada no final do ano passado. A agência fica
fechada até que a entrada de vidro esteja consertada e a arma do
vigilante seja reposta.

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