Os sindicatos e a Caixa
voltaram a se reunir nesta quarta-feira, dia 22, para mais uma rodada
de negociações da mesa permanente. Entre outros pontos, os
representantes dos empregados cobraram a imediata contratação de
mais bancários, o fim da Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), a
revisão do Processo Seletivo Interno (PSI) e a revogação do
desconto dos trabalhadores que aderiram ao Dia Nacional de Luta
contra o PL da terceirização.
A reunião foi realizada em
Brasília e os bancários de Pernambuco foram representados pela
secretária de Formação do Sindicato, Anabele Silva. Segundo ela, a
negociação não teve avanços.
“Estamos às vésperas
do início de mais uma campanha salarial e até agora temos
reivindicações que não avançaram na mesa de negociações
permanentes. Precisamos ampliar a mobilização dos bancários para
pressionar a Caixa e garantir mais conquistas para os empregados”,
diz Anabele.
>> Seis de agosto é dia de intensificar a luta por mais empregados para a Caixa
Promoção – Depois de muita luta, os
trabalhadores conseguiram nas negociações passadas a alteração da
política de promoções da Caixa, substituindo nomeações das
chefias pelo Processo Seletivo Interno que, na teoria, deveria
garantir condições justas para a ascensão profissional. Porém,
após diversas alterações sem consulta aos funcionários, o
processo perdeu a objetividade, lisura e transparência.
Em
ofício enviado à Caixa no dia 22 de junho, a Contraf-CUT
reivindicou a criação de um comitê paritário para acompanhar e
sugerir melhorias no PSI para formação de banco de habilitados. Na
negociação desta quarta, o banco novamente frustrou os
trabalhadores ao recusar a criação da comissão para debater formas
do PSI ser mais justo e eficiente na identificação de talentos pela
própria Caixa.
Os representantes da Caixa alegaram, mais uma
vez, que as reclamações que chegaram ao conhecimento da empresa
estão dentro da normalidade e que o processo pode passar por
aprimoramento. Mas mantiveram a posição de não criação do comitê
paritário.
“A nossa reivindicação é que, tendo em
vista as falhas verificadas na prova, os empregados que não passaram
na seleção possam se inscrever nos PSICs”, ressalta Fabiana
Uehara Proscholdt, diretora da Contraf-CUT. A Caixa ficou de avaliar
o pleito.
GDP – Os
bancários voltaram a exigir o fim da Gestão de Desempenho de
Pessoas. A GDP foi imposta de forma unilateral e contribui para a
precarização das relações de trabalho, por meio da cobrança
individualizada de metas e incentivo à concorrência entre
bancários.
Entretanto, em resposta, o banco informou que irá
manter a implantação do programa, que desde 1º de julho funciona
nas gerencias médias e até 2016 deve ser ampliado para cobrar metas
pessoais de todos os empregados.
Empregos – De
dezembro de 2014 a março de 2015 houve saldo negativo de 1.188
postos de trabalho na Caixa, sendo que no mesmo período foram
abertas 10 agências, evidenciando a urgência de aumentar o quadro
de empregados.
Na reunião desta quarta, os interlocutores da
Caixa alegaram que o banco vai cumprir o que está previsto no Acordo
Coletivo de Trabalho 2014/2015. Ou seja, a contratação de mais 2
mil empregados até dezembro de 2015. No entanto, ao fixar este
número durante a campanha salarial do ano passado, não havia
perspectiva de realização do PAA, o que acarretou a saída de mais
de 3 mil trabalhadores.
Em 2014, quando o ACT foi fechado, a
Caixa já havia atingindo a marca de 101 mil empregados, o que
significa que o total chegaria a 103 mil no final deste ano. Na
prática, porém, aconteceu exatamente o contrário. No último dia
30 de junho, a empresa informou no Diário Oficial da União que o
seu quadro de pessoal era de 97.975 providos, implicando em uma
redução considerável do número de empregados.
Dia
descontado – Outra importante reivindicação apresentada aos
representantes da Caixa foi a revogação do desconto de quem aderiu
ao Dia Nacional de Luta contra o PL da Terceirização, ocorrido em
29 de maio. Os sindicatos têm atrasado a abertura de agências e
realizado abaixo-assinados contra esta postura do banco. Na
negociação, a Caixa considerou a possibilidade de negociar a
questão e ficou de dar uma resposta concreta posteriormente.