Sindicato se une a concursados do BNB para cobrar mais contratações

O Sindicato se reuniu nesta segunda, dia 27, com um grupo de concursados do BNB. São alguns dos 162 pernambucanos aprovados no concurso realizado no ano passado. Deste total, menos de trinta pessoas foram chamadas no estado.


“O ritmo de contratações está muito lento em relação à demanda. Tivemos um Plano de Incentivo à Aposentadoria no final do ano passado. Várias agências foram inauguradas”, explica o diretor do Sindicato Fernando Batata, funcionário do BNB.

Somente em 2014, foram inauguradas as agências de Camaragibe, Arcoverde, Gravatá, Igarassu, Santa Cruz do Capibaribe, Recife-Casa Forte, Escada, Petrolina, Belo Jardim, São Bento do Una e Bom Conselho.

“ Cada agência destas está sendo inaugurada com uma média de oito funcionários. Ora, se foram abertas onze unidades, eles teriam de ter convocado 88 pessoas, mas só trinta foram chamadas. Significa que estão tirando gente de uma agência pra botar em outra”, critica o diretor do Sindicato, Rubens Nadiel, que também é bancário do BNB.

Outras agências ainda estão previstas para serem inauguradas. Uma média de quarenta pessoas saíram do banco no Plano de Incentivo à Aposentadoria. “Nós vamos marcar uma reunião com a Superintendência e também trataremos do assunto nas negociações nacionais”, afirma a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.



Na espera – No acordo aditivo assinado pelo banco no ano passado, a cláusula 31ª prevê a contratação de 1.300 trabalhadores. Uma nova Campanha Nacional já está começando e apenas 645 foram convocados, metade do que consta no compromisso assumido pelo banco. “Em Pernambuco, menos de 20% foram chamados”, reclama Mário Jorge, um dos 162 aprovados em Pernambuco.

Assim como Mário Jorge, Filipe Meira, Ítalo Gustavo e muitos outros passaram por uma longa rotina de dedicação aos estudos. “A gente percebe que existe demanda. O BNB está em um momento de crescimento, expandindo a rede de agências, criando novas carteiras. E o número de aprovados não foi tão grande. Então a gente estranha essa demora na contratação”, diz Ítalo Gustavo. 

Filipe Meira, que trabalha na área portuária, passou um ano conciliando o trabalho e os estudos com o objetivo de passar no concurso. “Quando a gente percebe que existe vaga e o banco não está chamando, isso gera uma ansiedade muito grande. A gente só tem a agradecer o Sindicato pelo apoio”, afirma.

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