Sindicato protesta em frente ao Ministério da Fazenda e pede uma nova política econômica para o Brasil

O Sindicato participou
na manhã desta terça-feira (28) de um protesto, organizado pela
CUT, contra a política econômica do governo em frente ao Ministério
da Fazenda, em Brasília. Segundo a organização do ato, mais de mil
pessoas estiveram no local lembrando que os ajustes promovidos pelo
atual ministro da pasta, Joaquim Levy, estão prejudicando a classe
trabalhadora.

Para a presidenta do Sindicato, Suzineide
Rodrigues, o objetivo do protesto foi mostrar para o governo que a
política econômica está no caminho errado. “Escolhemos o dia de
hoje para protestar porque o Copom (Comitê de Política Monetária)
está reunido para definir a nova taxa Selic. Tudo indica que haverá
um novo aumento dos juros básicos da economia, o que significa mais
prejuízos para os trabalhadores e mais benesses para os
especuladores financeiros”, diz Suzi.

Além de Suzineide,
representou os bancários de Pernambuco no protesto em Brasília a
secretária-geral do Sindicato, Sandra Trajano.

Prejuízos
para os trabalhadores –
Segundo Quintino Severo, secretario de
Administração e Finanças da CUT, a política econômica do Governo
Federal tem causado prejuízos à classe trabalhadora. E elencou: “Em
primeiro lugar, o desemprego, que vem crescendo. Depois, as medidas
de ajuste que retiraram direitos dos trabalhadores, restringindo o
Seguro Desemprego, mexendo no abono salarial e outras sanções. Por
último, a redução do consumo, que desacelera a produção e faz
girar a roda do desemprego”, explicou o diretor da CUT.

Para
Rosane Silva, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, o foco da
política econômica de Levy está equivocado. “Ele [ministro da
Fazenda] coloca o mercado no centro da suas ações, nós entendemos
que a classe trabalhadora deva estar no centro. Não vamos tolerar a
retirada de nossos direitos”.

Junéia Martins Batista,
secretária da Saúde do Trabalhador da CUT, lembrou da MP 656 para
explicar o impacto que as medidas econômicas atingem o funcionalismo
público. “Essa medida provisória autoriza a entrada do capital
estrangeiro na saúde, no SUS (Sistema Único de Saúde). Isso vai
contra tudo que temos lutado nos últimos 25 anos para garantir, por
exemplo, um plano de carreira aos trabalhadores da Saúde. O que vai
ocorrer é mais precarização e terceirização”.

A
política econômica adotada pelo atual governo tem afastado a
presidenta Dilma Rousseff (PT) das bases populares, afirma Julio
Turra, diretor executivo da CUT. “Trocar o rumo da economia no País
é uma questão de sobrevivência política. O Ministério da Fazenda
quer provocar a recessão para retomar o crescimento, é uma roda sem
fim, isso nunca vai acabar”, afirmou o dirigente, que pediu a
urgente baixa da taxa de juros e lembrou que impeachment e tentativas
de golpe não serão toleradas pela CUT. “Seremos os primeiros a
sair às ruas para defender a democracia e ir contra os golpistas”.

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