Abertura da Conferência Nacional reforça união da categoria bancária

A abertura oficial da 17ª Conferência Nacional dos Bancários, na noite desta sexta-feira, dia 31, contou com a presença de representantes das diversas centrais e tendências políticas e de federações e
sindicatos de todo o país. Numa demonstração de democracia e unidade da categoria.

A presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, fez parte da mesa de abertura, que saudou os cerca de 700 participantes da Conferência. “Este é o fórum máximo dos bancários e vai definir, neste domingo, a pauta de reivindicações e as estratégias de luta que nortearão, não só a nossa Campanha Nacional, mas todas as atividades deste segundo semestre”, diz Suzi.

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O presidente da Contraf-CUT, Roberto Von der Osten, reafirmou a importância da unidade da categoria. “Os bancários e bancárias estão esperando muito da gente e eu tenho certeza que aqui [na conferência nacional] nós vamos construir nosso futuro.
Vamos mobilizar os trabalhadores, porque nós temos base, não somos sindicalismo de fachada, todos aqui representam milhares de trabalhadores que confiam na nossa ação, e juntos nós somos muito maiores”, afirmou o dirigente da Contraf-CUT.

Roberto enfatizou a importância da história da categoria. “Temos de honrar os bravos lutadores que há 30 anos construíram o modelo que estamos dando continuidade. São 23 convenções coletivas e 11 anos
de ganho real. Nós teremos agora que construir nosso futuro. Temos que tirar dinheiro do banqueiro e distribuir para a sociedade. Temos que combater a desigualdade e distribuir oportunidades.”

O presidente da Contraf-CUT lembrou do momento de atribulações pelo qual passa o Brasil atualmente. “O bancário sabiamente entendeu que estamos fazendo uma campanha em um momento muito difícil. Mas quando que nós dissemos que será fácil fazer campanha nacional? Campanha é difícil. Mas isso nunca nos desestimulou, pelo contrário. Nos estimula para a luta”, disse. “Mas se tem um cenário difícil é porque tem uma crise política, que se transformou em uma crise econômica pelos derrotados [das eleições de 2014], que querem transformar em crise social”, completou.

Roberto defendeu o governo federal, mas apontou erros, como o plano de ajuste fiscal e o aumento na taxa Selic. “São erros que vão na contramão do desenvolvimento, do crescimento e da inclusão, que nós conseguimos no governo Lula. Mas tem uma coisa que não vamos admitir, que é o golpe. Vamos nos juntar com as centrais para defender nossos direitos e enfrentar o ajuste fiscal.”

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e vice-presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, destacou que a defesa do emprego bancário é uma das prioridades da Campanha 2015. “Hoje 50% das operações bancárias são feitas pelos próprios clientes, mesmo assim, os bancos continuam cobrando tarifas exorbitantes e juros altos”, disse.

Juvandia ressaltou ainda que a campanha é um momento importante para debater a terceirização, que ameaça empregos, direitos e a própria organização sindical dos trabalhadores. O projeto de lei da
terceirização (originalmente PL 4330/2004) foi aprovado pela Câmara e agora tramita no Senado como PLC 30/2015.

“A campanha é também um momento importante para discutir reformas fundamentais para o País, como a política e a tributária e a democratização dos meios de comunicação, hoje nas mãos de apenas seis famílias. Não podemos deixar se fazer esses debates”, defendeu.

Em seu discurso, o presidente da CUT, Vagner Freitas, manifestou solidariedade à Juvandia Moreira e ao secretário-geral da central sindical, Sérgio Nobre, por serem “perseguidos pela mídia golpista”, como ressaltou. “Essa sanha de acabar com os movimentos sociais e a esquerda é porque demonstramos que temos alternativas um milhão de vezes melhor do que eles. Estamos sendo julgados pelos nossos acertos, que eles não admitem. Perseguem a Petrobras porque estamos despertando o interesse internacional.
Porque sabem que vamos consolidar a democracia para os trabalhadores com o pré-sal. Estamos questionando a ordem mundial por isso querem nos destruir”, afirmou.

Vagner lembrou que, durante o governo do PT, a CUT esteve à frente de todas as lutas dos trabalhadores, não apenas criticando. “Mas sim também organizando a luta. Contra a terceirização, que joga fora as
conquistas dos trabalhadores, a CUT estava nas ruas junto com outras centrais. Estamos nas ruas em defesa dos trabalhadores e também para impedir o retrocesso e o golpe da direita, que está sendo construído pela mídia golpista e por um congresso que não representa os trabalhadores”, acentuou.

Para Vagner, a unidade da CUT é mostrada na prática. “Por isso, no 1º de Maio conclamamos a formação de um bloco de esquerda para dar continuidade aos avanços de cabeça erguida”.

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