
Floresta, Sertânia, Calumbi, Triunfo,
Afogados da Ingazeira, Araripina, Petrolândia, Salgueiro,
Iguaraci, Arcoverde, Flores, Santa Cruz da Baixa Verde, Itacuruba, Santa Maria
da Boa Vista, Serra Talhada. Essas foram as
cidades representadas no 4º Encontro dos Bancários do Interior.
Realizado este sábado, 15, em Serra Talhada, ele reuniu mais de 50
bancários de 15 municípios pernambucanos.
O encontro contou com a presença de
dois vereadores e do prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque.
“Aproveitamos para entregar a eles a Lei de Segurança Bancária do
Recife, para que inspirem iniciativas semelhantes, que reduzam os
riscos para bancários e clientes nas agências”, afirma a
presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.
O vereador Sinézio Rodrigues afirmou
que apresentaria projeto semelhante na Câmara. A iniciativa contou
com o apoio dos demais vereadores e do prefeito do município.
Para a secretária-geral do Sindicato,
Sandra Trajano, o encontro foi muito bom. “Os bancários do
interior mostraram que estão dispostos a fortalecer a Campanha e
reforçaram a importância de lutar por melhores condições de
trabalho, com menos metas e mais garantia de emprego”, diz Sandra.
Durante o dia, houve painéis com
análise da conjuntura, feita pelo representante da Contraf-CUT
(Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro),
Gustavo Tabatinga; e sobre Campanha Nacional, com a presidenta do
Sindicato, Suzineide Rodrigues. Ambos destacaram que a prioridade deste ano é a proteção ao emprego e a ampliação da contratação nos bancos públicos. “Para conquistar um bom acordo é importante ter boas estratégias de negociação e de mobilização da categoria”, afirmou Tabatinga.
Suzineide lembrou que, apesar da crise, os bancos continuam lucrando alto no Brasil. “Não há desculpas para não aceitar nossas reivindicações. Os bancos continuam ganhando muito dinheiro, mas sempre querem rebaixar o nosso acordo. Teremos de construir uma grande mobilização para avançar nas conquistas”, diz Suzi.
Em seguida, a representante do Dieese
(Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos
Sócio-econômicos), Jaqueline Natal, falou sobre a conjuntura
econômica e balanço das últimas negociações. “Os bancos devem usar a desculpa da crise, com argumento como a perspectiva de PIB negativo, o aumento do desemprego, ajuste fiscal, inflação em alta, elevação dos juros… Mas em contrapartida, os bancários poderão argumentar que o lucro dos bancos continuam batendo recordes, a inadimplência está em baixa, a rotatividade está em alta… Eu aposto que a mobilização dos bancários vai fazer a diferença nessa Campanha”, disse.
Para uma bancária do Bradesco de Serra Talhada, a redução das metas e a
valorização da mulher no ambiente de trabalho são prioridades. Já
Glewbber Klécio Morato, do BNB de Serra Talhada, destaca a luta por mais
contratações. Para ele, “com mais companheiros, o trabalho flui
melhor”. Ele acredita na importância de se buscar o diálogo para
avançar nas conquistas. E a bancária garante: se for necessário, “estou
disposta a lutar e a me juntar com os colegas de outras agências e
outros bancos”.
Para o secretário de Bancos Privados do Sindicato, Adeílton Filho, o encontro foi um sucesso, pela participação massiva dos bancários. “E o melhor, os bancários representaram colegas de todos os bancos e de várias cidades. E fizeram bastante intervenções, com falas que mostraram a disposição de luta para esta Campanha”, conclui.