O Sindicato contribuiu
para a reintegração de mais um bancário demitido ilegalmente.
Desta vez, foi o Bradesco que dispensou um funcionário que
trabalhava no banco há 29 anos e sofre com doença
ocupacional.
Ricardo Malta era gerente administrativo na
agência da Praça Maciel Pinheiro. O Bradesco o demitiu em setembro
de 2014, sem apresentar motivo. Em julho deste ano, o bancário foi
reintegrado à mesma agência, por determinação da Justiça do
Trabalho. E, nesta terça-feira, dia 18, voltou ao trabalho, após
receber alta médica. Ele sofre de LER/Dort (Lesões por Esforços
Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao
Trabalho).
Ricardo conta que foi muito bem recepcionado pelos
colegas de trabalho e que está muito feliz em retornar. A diferença
é que, agora, ele está comprometido a cuidar, também, da própria
saúde. “Volto ao trabalho com algumas limitações físicas. Não
posso levantar muito o braço, digitar muito ou fazer movimentos
repetitivos”, afirma.
O bancário já sofria de LER/Dort há
muito tempo. Tinha feito exames médicos, mas nunca havia sido
licenciado por conta da doença ocupacional. Durante os meses em que
esteve afastado do banco, estava licenciado pelo INSS (Instituto
Nacional de Seguro Social).
Após a demissão, o Sindicato
emitiu para Ricardo a sua primeira Comunicação de Acidente de
Trabalho (CAT) e entrou com uma ação na Justiça do Trabalho para
garantir sua reintegração.
“As demissões
ilegais de bancários doentes são muito comuns. O Sindicato tem
atuado para revertê-las. Os bancários que precisam de orientação
e suporte podem nos procurar. Estamos aqui a postos para ajudá-los a
garantir seus direitos”, afirma o diretor do Sindicato, Ronaldo
Cordeiro, que é funcionário do Bradesco.
Quando um bancário
é diagnosticado com doença ocupacional, ele deve solicitar ao banco
a emissão da CAT. Também é possível emiti-la no Sindicato.