Terminou
nesta terça-feira (25) a primeira rodada de negociações
específicas com o Banco do Brasil sobre a pauta de reivindicações
dos funcionários para a Campanha Nacional 2015. As discussões,
inciadas na segunda-feira (leia mais), abordaram as demandas sobre
saúde
e condições de trabalho.
Segundo
a secretária-geral do Sindicato, Sandra Trajano, não houve avanços
na primeira rodada de negociações com o BB.
“Entregamos
nossa pauta para o banco no dia 11, mas a empresa não trouxe nenhuma
proposta concreta para as nossas demandas. Os representantes do BB
não assumiram qualquer compromisso com os sindicatos, numa clara
demostração de que as negociações não serão fáceis. Por isso,
estamos ampliando a mobilização dos bancários. Vamos pressionar o
banco que tem todas as condições de atender nossas reivindicações”,
diz Sandra.
A
próxima rodada está marcada para o
dia 31 de agosto, em
Brasília, e abordará os
temas segurança, igualdade de oportunidades e isonomia.
Licença
saúde e retorno ao trabalho – Na
negociação desta terça, foi
cobrado do Banco do Brasil a melhoria das condições dos
funcionários em licença saúde, como a prorrogação do pagamento
dos auxílios refeição e a cesta alimentação durante todo o
período da licença, bem como a irredutibilidade do salário durante
o período de afastamento. O banco considera muito difícil o
atendimento desta proposta. Os funcionários argumentaram que a perda
dos vales
alimentação e refeição tem levado muitos funcionários a
trabalharem doentes, o que agrava e prorroga os motivos do
afastamento.
Os representantes dos funcionários também
cobraram do BB que simplifique a folha de pagamento do funcionário
licenciado e que permita o parcelamento dos débitos dos acertos do
INSS, para evitar que o salário fique negativo em alguns
períodos.
Cassi
e Plano Odontológico – Os
trabalhadores também cobraram as melhorias na Cassi, como o custeio
da ampliação da Estratégia Saúde da Família, e apresentação de
soluções na mesa específica. Foram apresentadas propostas de
incremento de receitas como percentual nos acordos de CCP e CCV e
outros acordos e processos judiciais, bem como cobrado do BB que
destine uma parte da PLR para a Cassi como forma de melhorar a saúde
financeira da Caixa de Assistência.
Os funcionários cobraram
do banco melhorias do plano odontológico e que este seja
administrado pela Cassi, para gerar mais receitas e melhorar o
atendimento do plano. O banco informou mudanças no atual plano
odontológico e apresentou uma carta que está sendo encaminhada aos
funcionários com as melhorias na BB Dental. O BB também ficou de
apresentar à Comissão de Empresa a lista detalhada dos
procedimentos que tiveram melhoria.
Para Wagner Nascimento, as
mudanças no plano odontológico são reivindicações antigas dos
funcionários, desde que o plano foi implantado, fruto de conquista
da campanha salarial de 2008. “As nossas pautas de
reivindicações, desde 2010, sempre cobram melhorias no plano
odontológico. O fato do banco fazer em silêncio nada mais é do que
uma forma de querer tirar o mérito da luta dos trabalhadores.”
Ato
de gestão – A
Contraf-CUT e Sindicatos novamente cobraram do BB o fim das demissões
e descomissionamentos por ato de gestão, quando não é dada nenhuma
justificativa ao trabalhador. Os representantes dos funcionários
pediram a extinção desses atos, que muitas vezes tem servido apenas
para ameaçar os trabalhadores. O banco tem afirmado que os casos
demissão e descomissionamentos são pontuais e que não vê neste
momento a necessidade acabar com esse instrumento.
Wagner
Nascimento, acredita que tendo hoje inquéritos administrativos,
aplicação do código de ética e conduta e, ainda, os ciclos
avaliatórios de GDP, já existem instrumentos suficientes ao banco
para fazer a sua gestão disciplinar. “O uso do ato de gestão é
uma política para demonstrar seu poder de querer demitir os
trabalhadores. O contrassenso da gestão de pessoas do BB é tanto
que no período em que cobramos mais contratações, o banco quer
continuar tendo o poder de demitir. Se não é uma política
deliberada do banco, que faça o gesto de grandeza de acabar com esse
instrumento”, sugeriu.