Campanha Nacional dos Bancários agita agências de Boa Viagem

Esta quarta (26), foi a vez das
agências de Boa Viagem entrarem em clima de Campanha Nacional. Com
uma bem humorada esquete teatral, o Sindicato percorreu as unidades
do HSBC, BNB e Santander da Domingos Ferreira; Itaú, Bradesco e
Caixa da Conselheiro Aguiar; e Banco do Brasil da Barão de Souza
Leão. As atividades ocorreram no dia seguinte a uma negociação
específica com o Banco do Brasil, que não avançou; e na véspera
da primeira rodada com a Caixa Econômica.

Na semana passada, as mobilizações
aconteceram no corredor da Agamenon Magalhães, no dia seguinte à
primeira rodada com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Como
sempre, a negociação não teve avanços. Os banqueiros negaram
todas as reivindicações sobre garantia de emprego que, para eles,
“engessariam o mercado”.

A
Pesquisa de Emprego Bancário, divulgada nesta terça (25) mostra
que, nos sete meses deste ano, os bancos que operam no Brasil
fecharam 5.864 postos de trabalho. “No entanto, são os únicos que
não perdem com a crise. Só
no primeiro trimestre, o lucro dos cinco maiores bancos foi de 19
bilhões de reais”, ressalta
a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.

Durante
os atos desta quarta, os bancários garantiram a solidariedade dos
clientes. “Nossa luta também é por mais contratações, menos
tarifas, menos juros, melhor atendimento”, lembrou a
secretária-geral do Sindicato, Sandra Trajano.

Na
esquete teatral, um retrato bem humorado do cotidiano do bancário: o
assédio moral, as metas, a pressão para expulsar clientes das
agências e privilegiar alguns atendimentos. No Santander, uma
cliente entrou no jogo: interagiu com os atores e ajudou a denunciar
a discriminação.

A
próxima rodada de negociação com a Fenaban acontece na quarta e
quinta (02 e 03) da próxima semana, sobre saúde e condições de
trabalho. “Toda semana estaremos nas agências, em um dos
corredores bancários da Região Metropolitana do Recife, para
conversar com bancários e clientes sobre a Campanha Nacional. Todos
os anos é a mesma coisa: os banqueiros negam tudo e, só com muita
mobilização, a gente consegue avançar””, explica o secretário
de Bancos Privados, Adeilton Filho.

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