Bancários cobram do Banco do Brasil avanços em segurança, igualdade e isonomia

O Comando Nacional dos
Bancários voltou a se reunir com o Banco do Brasil nesta
segunda-feira, dia 31, para realizar a terceira rodada de negociações
sobre a pauta de reivindicações específicas da Campanha Nacional
2015. Durante o encontro, os representantes dos trabalhadores
cobraram do BB mais segurança, igualdade de oportunidade e isonomia.

A secretária-geral do Sindicato, Sandra Trajano, destaca
que, embora as discussões com o Banco do Brasil tenham sido
profundas, não houve avanços, assim como na primeira primeira
e na segunda rodada de negociações.

“O Banco do Brasil tem arrumado
várias desculpas para não avançar nas negociações. Temos de
ampliar a mobilização dos funcionários e nos preparar para uma
possível greve, já que o BB não tem demonstrado boa vontade na
mesa de negociação. A última rodada está marcada para o dia 18 de
setembro, esperamos que até lá o banco traga uma proposta de acordo
que atenda as nossas reivindicações. Caso contrário, vamos parar
em mais uma greve forte”, diz Sandra.

Segurança –
Os bancários cobraram do BB, na negociação desta segunda-feira, o
atendimento de reivindicações como adicionais de periculosidade e
insalubridade e a proibição de obras durante o horário de
trabalho.

O banco informou que está ampliando o número de
agências com abertura remota do cofre e também está estudando um
compromisso quanto à instalação de portas de segurança nas novas
agências.

Os sindicatos relataram a preocupação com os
trabalhadores lotados em locais considerados insalubres ou perigosos
e que o banco não tem o mesmo reconhecimento. Foi cobrada novamente
do BB, a volta dos vigilantes aos prédios, uma forma de dar mais
segurança aos trabalhadores daqueles locais. O banco aceitou
discutir melhor o tema e os sindicatos apresentarão um relatório
com a designação de locais para uma análise mais aprofundada.

Os
representantes dos funcionários também cobraram melhorias no
programa de vítimas de assalto e sequestro.

Igualdade de
Oportunidades
e Isonomia – Nas questões sobre igualdade
de oportunidades, foram feitos debates sobre a não discriminação
de representantes da Cipa, delegados e dirigentes sindicais.

O
tema isonomia foi amplamente debatido nos pontos envolvendo a
diferença de direitos e tratamento entre os funcionários pré e
pós-98. Os representantes dos funcionários cobraram o direito a
licença-prêmio, anuênio e férias de 35 dias a todos os
funcionários.

O banco informou que está proibido de avançar
nesses temas pela Resolução nº 9 do Dest (Departamento de
Coordenação e Governança das Empresas Estatais). Os sindicatos
destacaram que esta questão é tema muito importante da pauta e que
os bancários do BB esperam melhoria no tratamento diferenciado que
existe hoje.

Foi cobrada do BB, também, a melhoria de
tratamento aos funcionários com deficiência, desde a simples
nomenclatura, seguindo a convenção da ONU, até a ampliação das
ausências para tratamento de filhos com deficiência e horas de
abono para reparo ou aquisição de prótese e cadeira de
rodas.

Também foi cobrada do BB uma orientação para que os
locais de trabalho destinem vagas de estacionamento aos deficientes
com carro adaptado ou que usem motorista. O banco avalia fazer
estudos aprofundados com envolvimento de mais diretorias, pela
complexidade do assunto.

Isenção de tarifas e anuidades –
Os representantes dos trabalhadores cobraram a redução das
taxas de juros em empréstimos e isenção de tarifas e anuidade de
cartões para funcionários do BB, da ativa e aposentados. Foi
cobrada do banco a revisão da taxa de juros do cheque especial,
praticamente dobrada nos últimos dias, sem qualquer comunicado aos
funcionários.

Os representantes dos funcionários argumentam
que o BB disponibiliza para vários clientes taxas diferenciadas e
mais atrativas que a dos funcionários. O banco ficou de analisar.

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