Sindicato cobra mais saúde e responsabilidade com Funcef, mas Caixa não avança na negociação

Terminou sem avanços a
segunda rodada de negociação específica com a Caixa sobre as
reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários, realizada nesta
sexta-feira, dia 4, em Brasília. O banco não apresentou nenhuma
proposta para as demandas sobre saúde, Funcef e aposentados.

Para
a secretária de Formação do Sindicato, Anabele Silva, que
representa Pernambuco nas negociações nacionais, a falta de vontade
do banco precisa ser respondida pelos bancários. “Precisamos
ampliar a mobilização e nos preparar para uma possível greve, já
que até agora a Caixa não mostrou a mínima vontade de negociar com
seriedade”, diz Anabele.

Durante a reunião desta sexta, os
representantes dos empregados da Caixa cobraram mais responsabilidade
do banco nas questões relativas à Funcef. A criação de um fórum
para debater com os empregados o ressarcimento da parte da Caixa que
está sendo questionada na Justiça, por exemplo, foi sugerida para
aumentar o comprometimento do banco com o fundo de pensão.

Os
representantes dos empregados cobraram o reconhecimento, por parte da
Caixa, do CTVA como verba salarial para fins de aporte à Funcef, aos
que permaneceram no REG/Replan não saldado, bem como aos que
saldaram.

O fim do voto de Minerva nas instâncias da Funcef
também foi reivindicado. A medida é considerada autoritária pelos
trabalhadores, pois em caso de empate nas decisões, cabe
exclusivamente à Caixa decidir.

A imediata incorporação do
REB ao Novo Plano foi outra reivindicação cobrada na
mesa.

Aposentados – Foram apresentadas
também reivindicações referentes aos aposentados, como garantia do
Saúde Caixa para todos, melhor tratamento aos aposentados pela Caixa
com criação de programa de renegociação das dívidas e
atendimento digno nas unidade do banco.

Saúde do
trabalhador –
Entre os temas discutidos na mesa, também
foi proposto programa de reabilitação para os dependentes químicos,
que deve ser considerada doença. E cobrada a garantia da
participação do Sindicato e da Cipa na organização das Semanas
Internas de Prevenção de Acidentes (Sipats), além do custeio do
tratamento e dos medicamento para os casos de acidente de trabalho e
doenças ocupacionais.

A Caixa negou as reivindicações,
alegando que oferece aos empregados benefícios muitas vezes superior
à lei e aos verificados no mercado. “Benefício? A Caixa nunca deu
nada de graça para os bancários, todos os nossos direitos são
frutos de muita luta. E, se quisermos ampliar as conquistas este ano,
teremos de mostrar ao banco que estamos dispostos a parar, caso não
haja avanços nas negociações”, finaliza Anabele.

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