Sindicato cobra respeito ao emprego em negociação com o Itaú nesta quarta

O Sindicato e a
Contraf-CUT reúnem-se com a direção do Itaú nesta quarta-feira,
dia 23, para cobrar respeito ao emprego dos bancários. A reunião
foi solicitada pelos representantes dos trabalhadores depois das
declarações do diretor da Área de Varejo do Itaú, Marco Bonomi,
sobre fechamento de agências e cortes de postos de trabalho.

O
secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino, que
representa Pernambuco na Comissão Nacional dos Empregados do Itaú,
diz que o banco não tem motivos para fechar agências e, muito
menos, dispensar bancários. “Pelo contrário. Só nos primeiros
seis meses deste ano, o Itaú teve um lucro líquido de R$ 11,942
bilhões, alta de 25,7% em relação ao mesmo período do ano
passado”, ressalta.

Rufino destaca que, em contrapartida,
nos últimos doze meses, o banco fechou 2.392 postos de trabalho. “A
rede de atendimento do Itaú também encolheu. O banco fechou 43
agências no período, mas criou 44 ‘agências digitais’, sem ponto
físico, somente virtual”, diz. Segundo Rufino, a recente
declaração do diretor do Itaú deixou os funcionários ainda mais
apreensivos.

Em agosto, durante uma reunião de acionistas,
Bonomi disse que em três anos o banco fecharia 15% das cerca 4 mil
agências físicas que possui em todo o país e, em 10 anos, metade
das chamadas “agências tijolo” deveriam ser extintas. O Itaú
conta hoje com 90 mil funcionários, dos quais 60 mil em agências,
portanto, a estratégia poderia resultar no corte de 30 mil
empregos.

Outro problema é o aumento no número de bancários
terceirizados e um Plano de Demissão Incentivada (PDI) para os
funcionários do departamento “Middle Marketing”, que o banco
pretende extinguir. Rufino explica que os dirigentes sindicais estão
acompanhando o PDI e orientando os bancários que desejam participar
dele, para que não sejam prejudicados pelo plano.

Os
representantes dos trabalhadores também questionam a transferência
de bancários do Itaú para trabalhar na administração da empresa
de cartão de crédito do banco, a Hipercard. “Estamos avaliando se
essa mobilidade não representa perda de direitos para os bancários”,
afirma Rufino.

Na semana passada, a Comissão Nacional dos
Empregados do Itaú se reuniu em São Paulo para discutir estes
problemas (leia mais).

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