Militantes lotam auditório do Sindicato em lançamento da Frente Brasil Popular

Foi lançada nesta sexta (25), no auditório do Sindicato, a Frente
Brasil Popular em Pernambuco. O objetivo é unir todas as forças do
campo da esquerda em defesa da democracia e a favor dos direitos e
demandas históricas dos trabalhadores. A primeira ação já está
marcada: sábado, dia 3 de outubro, com concentração na Praça do
Derby.

“A ideia é reunir todo mundo para dar o recado: não vamos
admitir retrocesso nem afronta à democracia. Mas vamos cobrar do
governo que a conta da crise não seja paga pelos trabalhadores”,
afirma a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.

E foi assim nesta sexta, durante o
lançamento da Frente. O auditório do Sindicato ficou pequeno para
os militantes. Estavam lá sindicatos e centrais sindicais. Estavam
lá movimentos sociais, populares e estudantis – como o MST,
Plebiscito da Constituinte, Levante Popular da Juventude, Unidade
Popular, Marcha das Mulheres, UNE. Estavam lá lideranças políticas
como a deputada estadual
Teresa Leitão (PT); o senador Humberto Costa (PT); o superintendente
da Sudene, João Paulo (PT); o ex-prefeito João da Costa (PT); a
deputada federal Luciana Santos (PCdoB); o vice-prefeito do Recife,
Luciano Siqueira (PCdoB); o deputado federal Sílvio Costa (PSC).

Apesar
da diversidade de ideias dos participantes da Frente, alguns pontos
os unem: a defesa dos
direitos sociais e da governabilidade da presidente Dilma Rousseff
(PT).

Mesmo
sendo
enfáticos nas críticas aos que defendem o impeachment, os
integrantes da Frente fizeram duras críticas ao pacote
de ajuste fiscal e às
medidas conservadoras que vem sendo tomadas pela presidenta Dilma.

Integrante
da coordenação nacional do MST, Jaime Amorim acredita que o
governo cedeu às pressões do PMDB e de outros partidos e foi
“engolido pela frente conservadora neoliberal”.

Segundo ele, que
já participara do lançamento da Frente em Minas Gerais, há seis
pontos convergentes entre os participantes:
a defesa dos direitos da classe trabalhadora contra o pacote
econômico; dos direitos sociais; da democracia; das riquezas
nacionais; da soberania nacional; e da integração latino-americana.

Em
todas as falas, prevaleceu a importância de se evitar o retrocesso
representado por vários projetos que tramitam no Congresso Nacional;
e de se contrapôr à onda de intolerância que está sendo plantada
nas ruas, por meio da grande mídia e redes sociais.

“Queremos
dar uma resposta ao conservadorismo que ganha força tanto na
política quanto na economia do país. Estão em pauta a defesa da
Assembleia Constituinte para realizar a Reforma Política; o
fortalecimento da Petrobras como empresa pública; a democratização
dos meios de comunicação; a Reforma Tributária; entre outras
demandas históricas dos movimentos”, ressalta o secretário de
Comunicação da CUT Pernambuco, Fabiano Moura.

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