
Termina nesta
sexta-feira, dia 16, o 12º Congresso Nacional da CUT, que apontará
a linha política a ser seguida pela Central nos próximos quatro
anos. O Sindicato está participando do evento, em São Paulo, com a
presidenta Suzineide Rodrigues, e os diretores Geraldo Times
(Administração) e João Rufino (Assuntos Jurídicos). Os bancários
de Pernambuco também estão representados pela diretora da
Fetrafi-NE (Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do
Nordeste), Tereza Souza.
O Concut começou na terça-feira,
dia 13, com a presença da presidenta Dilma Rousseff e dos
ex-presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Uruguai,
José Pepe Mujica. “As mesas de debates estão riquíssimas”, diz
Suzineide.
“Nesta quinta, fizemos um debate com o
economista Marcio Pochmann sobre a economia brasileira e as
alternativas para que ela volte a crescer (leia mais). Ele foi
categórico: precisamos de um desenvolvimento econômico com inclusão
social. O ajuste fiscal que está sendo posto pelo governo brasileiro
é recessivo e prejudica os trabalhadores. É preciso reduzir o
rentismo e a especulação financeira no Brasil urgentemente”,
completa Suzi.
O evento também consagrará a reeleição do
bancário Vagner Freitas à presidência da CUT, já que o atual
presidente encabeça uma chapa única e consensual, que permitiu,
inclusive o anúncio antecipado da Executiva Nacional da
Central.
Paridade de gênero – Em seu bojo, o Congresso
traz uma importante novidade, a paridade de gênero. Aprovada no 11º
Concut, a medida faz da CUT a primeira central sindical do mundo a
adotar tal prática. Dessa forma, dos 44 dirigentes da entidade,
haverá uma divisão de 22 homens e 22 mulheres.
Para
Suzineide, a paridade trata-se de uma conquista histórica na luta
pela igualdade de oportunidades. “Estamos vivendo um momento
histórico e estou muito feliz com a paridade de gênero na direção
da CUT. Esta é uma luta muito antiga das mulheres e o primeiro passo
foi dado há 19 anos, quando a CUT aprovou a garantia de no mínimo
30% das vagas para cada gênero, em 1993”, conta Suzi, que é uma
das protagonistas desta luta.
Segundo a Organização
Internacional do Trabalho (OIT), o número de mulheres no mercado de
trabalho mundial aumentou em 200 milhões na última década. Apesar
dos avanços no mercado de trabalho brasileiro, há muito o que ser
feito. É o caso da presença feminina em espaços de poder, que
continuam sendo majoritariamente masculinos. A CUT, com a adoção da
paridade, avança no debate de gênero na sociedade.
Outra
novidade é o novo modelo de organização, que visa ampliar a
participação dos trabalhadores nos debates. Durante os Congressos
estaduais da Central, assembleias de base tiveram um caráter
formativo, discutindo o papel do Congresso e da CUT, e também
indicando os delegados que participariam do encontro nacional, além
dos novos presidentes.
O Congresso em números –
Quinta maior central sindical do mundo, a CUT impressiona
também quando se analisa os dados de seu Congresso. Ao todo, mais de
2.435 delegados (1.410 homens e 1.015 mulheres) do campo e da cidade
participam do encontro, além de 219 dirigentes de sindicatos de 71
países.
“Esses números mostram a preocupação da CUT com
a democracia. Estamos contemplando a paridade e estabelecemos um
método de trabalho, durante o Congresso, que nos aproxima da nossa
base. Dessa forma, a CUT vai se tornando uma central ainda mais
próxima e representativa da classe trabalhadora”, afirmou o
secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.