Sindicato reintegra outro bancário demitido ilegalmente pelo Bradesco

O Sindicato garantiu
mais uma reintegração de um bancário demitido ilegalmente. Prestes
a completar dez anos de trabalho no Bradesco, Herbert da Silva foi
demitido, em outubro de 2012, mesmo possuindo doença ocupacional.
Com a sentença transitada em julgado, a reintegração definitiva do
bancário ocorreu nessa quinta-feira, dia 22.

Herbert era
gerente de um Posto de Atendimento Bancário (PAB) e tinha um
trabalho muito bem avaliado pelo próprio banco. “Perdi o chão
quando fui comunicado do desligamento. Lembro do dia da demissão
como se fosse hoje”, diz o bancário.

Ele já tinha sofrido
dois assaltos no ambiente de trabalho e havia recebido orientação
médica para fazer o tratamento das lesões que possuía em
decorrência do trabalho. “Mas eu me mantinha de olhos fechados
para as insatisfações e para as doenças, pois queria crescer na
minha carreira no banco”, lembra.

Hebert chegou a ser refém
em um dos assaltos que sofreu e, mesmo assim, não registrou a CAT
(Comunicação de Acidente de Trabalho). “O Sindicato me orientou a
fazer a CAT e procurar acompanhamento psicológico, mas eu não fiz
isso”, completa.

Após a demissão, ele fez exames médicos
que indicaram LER/Dort (Lesão por Esforços Repetitivos e Distúrbios
Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) nos ombros, cotovelos e
pulsos. Nos pulsos, ele também possuía cistos, em decorrência do
trabalho.

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)
constatou a doença ocupacional e o licenciou, antes da homologação
da demissão. No fim de janeiro de 2013, a Justiça do Trabalho
concedeu liminar favorável à reintegração do bancário.

Em
fevereiro de 2013, Hebert retornou ao trabalho, mas, nove meses
depois, foi licenciado novamente, em decorrência do agravamento da
doença ocupacional. Desde outubro de 2013, ele está licenciado.
Ainda não há data para seu retorno. Ele deve entrar em processo de
reabilitação ao trabalho em breve.

Na avaliação do
secretário de Saúde do Sindicato, Wellington Trindade, a
reincidência do afastamento e o reconhecimento do INSS de que se
tratava de doença ocupacional foram definidores para a sentença do
juiz do Trabalho que determinou a reintegração do
bancário.

Wellington
também faz um alerta: “é muito comum bancários, mesmo os
que já foram licenciados
por doença ocupacional, tentarem
passar o maior tempo possível sem
se afastar do
banco,
mesmo estando doentes.
Não façam
isso,
pois a
saúde de vocês é mais importante do que o trabalho”. 

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