Bancários e bancos assinam a nova Convenção Coletiva de Trabalho

O
Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban)
assinaram nesta terça-feira, dia 3, a nova Convenção Coletiva de
Trabalho (CCT), conquistada após 21 dias de greve. Também foram
assinados os acordos aditivos à CCT com as direções do Banco do
Brasil, da Caixa e do BNB, além dos acordos do PCR com o Itaú e da
gratificação de R$ 3 mil conquistada pelos funcionários no
HSBC.

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onfira as principais conquistas da nova Convenção
Coletiva

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onfira os principais itens do acordo específico do
Banco do Brasil

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onfira os principais itens do acordo específico da
Caixa

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aiba mais sobre o acordo de PCR do Itaú

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aiba mais sobre o acordo da gratificação do HSBC

A presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues,
representou os bancários de Pernambuco na assinatura dos acordos em
São Paulo. Para ela, a
solenidade desta terça-feira marca o fim da Campanha Nacional dos
Bancários mais difícil da última década. “A mobilização da
categoria com a forte greve realizada em 21 dias foi fundamental para
quebrar a intransigência dos bancos e garantiu a manutenção do
nosso poder de compra e de todos os nossos direitos. Com organização
e luta, conseguimos garantir importantes vitórias mesmo em tempos de
crise”, diz.

Depois de três meses de negociação com os
bancos, muita pressão e 21 dias de greve, os bancários garantiram
reajustes de 10% para os salários e para a PLR e de 14% para os
vales alimentação e refeição. Apesar da resistência dos bancos,
conquistas importantes para os bancários foram mantidas, como o
vale-cultura, o abono-assiduidade, a licença-maternidade ampliada, a
igualdade de direitos para casais homoafetivos.

Além disso,
uma nova cláusula foi incorporada na CCT: a criação de mesas
específicas para tratar de ajustes na gestão dos bancos de modo a
reduzir as causas de adoecimento. Os acordos específicos com os
bancos públicos também garantiu a manutenção de todos os
direitos.

Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e
um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, comemora o
fim de um difícil processo de negociação. “Hoje, todos os
sindicatos do Brasil estão assinando um acordo, no qual evitamos que
nosso salário fosse reduzido e conseguimos manter um ciclo de ganho
real. Claro que o ganho real não era a expectativa dos trabalhadores
e das trabalhadoras. A nossa pedida era 5,7% de aumento real, não
conquistamos. Mas, pense o que seria para a nossa categoria se o
reajuste tivesse sido os 5,5% apresentados inicialmente pelos
banqueiros: um desastre. Foi uma luta heroica para manter o acúmulo
de conquistas”, diz.

Com os resultados da Campanha 2015, em
12 anos a os bancários acumularam 20,83% de ganho real nos salários,
42,3% nos pisos e 26,30% nos vales.

Bancários
ajudam a economia do país –
Segundo
levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Socioeconômicos), as conquistas financeiras da Campanha dos
Bancários 2015 vão injetar na economia brasileira cerca de R$ 11,2
bilhões. Desse montante, R$ 6,04 bilhões são referentes ao
pagamento da PLR, sendo que R$ 2,4 bilhões já devem ser
distribuídos na antecipação, que tem de ser paga até o dia 12 de
novembro. Já as diferenças salariais devem injetar R$ 4,240 bilhões
na economia brasileira, sem contar os reflexos em FGTS e
aposentadorias. As diferenças nos auxílios refeição e alimentação
devem ter um impacto anual de R$ 894 milhões.

O
diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, reforça a
contribuição dessas conquistas para a dinamização da economia
interna do país, pelo aumento do consumo das famílias, decorrente
do crescimento de poder de compra dos salários, estimulando outros
setores a produzir.

“É um resultado importante, que mostra
a relevância que o movimento sindical tem para a sociedade, para a
economia e para o bem-estar de toda a coletividade”, afirma
Clemente. “Os sindicatos cumprem papel fundamental na condução da
disputa distributiva, procurando transferir para os trabalhadores
parte dos resultados econômicos auferidos pelas empresas”,
conclui. 

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