Santander da João de Barros sofre o 45º assalto a banco do ano em PE

Recife sofreu com mais um assalto a banco nesta segunda-feira (9), o terceiro só este mês (Recife sofreu com mais
um assalto a banco nesta segunda-feira (9), o terceiro só este mês
(leia mais). O crime ocorreu por volta das 13h30, na agência
do Santander da avenida João de Barros, localizada perto do hospital
Oswaldo Cruz. Esse foi 45º assalto a banco em Pernambuco neste ano.
No ano passado inteiro, foram 16 ocorrências, quase três vezes
menos.

No assalto desta segunda, cinco homens armados
participaram da ação. Três ficaram no autoatendimento, enquanto os
demais foram até os caixas, após atirar na vidraça e render os
vigilantes. Além do numerário dos caixas, os assaltantes levaram
duas armas e um colete a prova de balas dos vigilantes.

Uma
bancária que estava trabalhando em um dos caixas, no momento do
assalto, ficou muito abalada com a ocorrência. “Ela já foi vítima
de outros assaltos no banco e sofre de problemas psicológicos em
decorrência disso”, afirma a diretora do Sindicato, Alzira
Cavalcanti, que esteve no local junto com o secretário de Assuntos
Jurídicos do Sindicato e integrante do Coletivo Nacional de
Segurança Bancária da Contraf-CUT, João Rufino.

Alzira
lembra que essa agência foi assaltada no ano passado (leia mais).
E, há menos de um mês, a gerente geral sofreu uma tentativa de
sequestro, quando saía do trabalho (leia mais). “Os danos
causados aos trabalhadores, pela insegurança bancária, são
alarmantes. Já não sabemos o que o poder público e os bancos estão
esperando para tomar as medidas necessárias para garantir a
segurança a que os bancários e a população em geral têm
direito”, ressalta a diretora.

A fragilidade da segurança
das agências sem os vidros blindados ficou evidente com mais esse
assalto. “Os vidros blindados constituem um antigo pleito da
categoria, que os bancos se negam a cumprir e que a prefeitura do
Recife se omite em fiscalizar, descumprindo a Lei Municipal de
Segurança Bancária (Lei 17.647/2010)”, completa Alzira.

A
agência também descumpriu a determinação legal de dois vigilantes
por pavimento. “Há três pavimentos e apenas três vigilantes. No
momento do assalto, apenas dois estavam no local, pois um deles
estava no horário do almoço. O número de vigilantes aquém da
determinação legal certamente fragiliza a segurança”, completa
a diretora.

Os bancários que sofreram o assalto devem ser
atendidos por psicológicos nesta terça-feira (10). A agência não
tem previsão para ser reaberta, pois isso só poderá acontecer
quando os bancários forem considerados, por profissionais
especializados, aptos a voltar ao trabalho e quando os itens de
segurança danificados forem devidamente repostos.

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