Financiários aprovam proposta que garante o poder de compra e valoriza os vales

Depois de muita pressão
e meses de negociação, os financiários encerraram sua campanha
salarial com reajuste de 8,88% para os salários, para a PLR e para
os pisos, além de 12,84% para os vales refeição e alimentação e
13ª cesta alimentação. A proposta de acordo, aprovada pelos
financiários de Pernambuco em assembleia realizada pelo Sindicato na
última terça-feira, dia 10, garante a manutenção do poder de
compra dos salários e uma valorização histórica nos vales.

Como
a data-base dos financiários é 1º de junho, a aplicação dos
reajustes será retroativa a essa data. O acordo contempla 0,11% de
reajuste acima da inflação para os salários.

Segundo a
presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, as negociações com as
financeiras, assim como ocorreu na campanha dos bancários, foram
muito difíceis. “O cenário de crise foi usado o tempo todo para
rebaixar salários e retirar direitos. Com muita pressão,
conseguimos manter o poder de compra dos financiários e todos os
direitos”, completa Suzi.

Para a PLR, os valores propostos
seguem também o reajuste de 8,88%, sendo que o valor fixo passa de
R$ 2.112,66 para R$ 2.300,26. A regra para o pagamento da PLR se
mantém: 90% do salário base (mais verbas fixas de natureza
salarial) acrescido o valor fixo de R$ 2.300,26. Além disso, os
financiários receberão a parcela adicional que corresponde a 20% do
valor fixo (R$ 460,05).

O acordo garante o pagamento da
antecipação da PLR em até 10 dias da assinatura, deve ser feita
nos próximos dias. Essa antecipação corresponde a 60% do valor
fixo da regra (R$ 1380,16).

Os financiários também
conquistaram outros avanços neste ano, como a criação de grupos de
trabalho para discutir PLR e terceirização. O combate à
terceirização continua na pauta de reivindicações da categoria. A
Contraf-CUT estima em mais de 500 mil o número de trabalhadores que
presta serviços para as financeiras, em todo o Brasil, mas na base
da Fenacrefi há apenas 10 mil.

“As mesas temáticas de PLR
e terceirização são extremamente importantes. Nós também
pontuamos que precisamos mudar o modelo de negociações das
financeiras. Não dá mais para esperar o fechamento da campanha dos
bancários para, só depois, definir a situação dos financiários.
Cobramos uma posição da Fenacrefi. Ou unificamos com a data base
dos bancários, ou fechamos antes. As financeiras assumiram o
compromisso de se empenhar nesta mudança. Em março do ano que vem
já vamos nos reunir novamente”, ressaltou Jair Alves dos Santos,
coordenador da Comissão dos Financiários.  

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