Sindicato e financeiras assinam o novo acordo coletivo dos financiários

Os sindicatos e a
federação das financeiras (Fenacrefi) assinaram nesta terça-feira
(17), em São Paulo, o novo Acordo Coletivo de Trabalho, conquistado
depois de muita pressão e meses de negociação.

O texto prevê
8,88% de reajuste para os salários, para a PLR e para os pisos, além
de 12,84% para os vales refeição, alimentação e 13ª cesta
alimentação. Como a data-base dos financiários é 1º de junho, a
aplicação dos reajustes será retroativa a essa data.

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Veja os principais pontos do acordo

Segundo a
presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, o acordo, aprovado
pelos financiários de Pernambuco em assembleia realizada no dia 10,
garante a manutenção do poder de compra dos salários e uma
valorização histórica nos vales.

“As negociações com
as financeiras, assim como ocorreu na campanha dos bancários, foram
muito difíceis. O cenário de crise foi usado o tempo todo para
rebaixar salários e retirar direitos. Com muita pressão,
conseguimos manter o poder de compra dos financiários e todos os
direitos”, completa Suzi.

Para a PLR, os valores seguem
também o reajuste de 8,88%, sendo que o valor fixo passa de R$
2.112,66 para R$ 2.300,26. A regra para o pagamento da PLR se mantém:
90% do salário base (mais verbas fixas de natureza salarial)
acrescido o valor fixo de R$ 2.300,26. Além disso, os financiários
receberão a parcela adicional que corresponde a 20% do valor fixo
(R$ 460,05).

O acordo garante o pagamento da antecipação da
PLR em até 10 dias após a assinatura do acordo, ou seja, até 27 de
novembro. Essa antecipação corresponde a 60% do valor fixo da regra
(R$ 1380,16).

Os financiários também conquistaram outros
avanços neste ano, como a criação de grupos de trabalho para
discutir PLR e terceirização. O combate à terceirização continua
na pauta de reivindicações da categoria. A Contraf-CUT estima em
mais de 500 mil o número de trabalhadores que presta serviços para
as financeiras, em todo o Brasil, mas na base da Fenacrefi há apenas
10 mil.

Para Roberto von der Osten , presidente da
Contraf-CUT, mais uma etapa da Campanha Nacional está cumprida.
“Conseguimos uma vitória importante, preservando salários e
outros direitos. Mas, muito ainda tem de ser feito. Agora vamos
começar a organizar a campanha 2016, planejar nossa ação sindical
para os financiários e buscar pela unificação da nossa campanha,
revelou.

“A campanha dos financiários começou a mudar este
ano. Nosso objetivo é ampliar nossa representação sindical
nacionalmente”, afirmou Jair Alves, diretor da Contraf-CUT. Ele
lembra que a Fenacrefi se comprometeu a começar a negociação mais
cedo, em 2016. “Nós queremos a unificação da data-base com os
bancários”, completou.

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