
Empregados da Caixa no
Recife têm a oportunidade de entender e tirar dúvidas sobre o
déficit da Funcef. O conselheiro deliberativo eleito da fundo de
pensão, Antônio Luiz Fermino, se reune com empregados de diversos
setores, nesta quinta e sexta-feira, 18 e 19.
Nesta
quinta-feira, as reuniões ocorreram nas Gerências de Governo
(Gigov) e de Habitação (Gihab). E nesta sexta, ocorrerão na
Gerência de Retaguarda (Giret), no departamento Jurídico e na
Superintendência.
Fermino conversará com os empregados da
Caixa sobre a necessidade de equacionamento para um dos planos, o
REG/Replan, em decorrência dos déficits da Funcef nos anos de 2012,
2013 e 2014, que somam R$ 5,7 bilhões.
“Cada
participante, assistido ou ativo, deverá contribuir, mensalmente,
para o equacionamento com 2,78% do seu benefício ou da expectativa
de direito do seu benefício, durante 17 anos e quatro meses. Se os
ativos garantidores recuperarem valor e se igualarem às obrigações
dos benefícios, esse equacionamento será suspenso”, explica
Fermino.
Ou seja, se as ações de mercado da Funcef voltarem
a ter valor suficiente para equilibrar as contas da Fundação, os
associados não precisarão mais contribuir para o equacionamento.
O conselheiro da Funcef esclarece ainda que esses déficits
decorrem das crises econômicas internacional e nacional. “O
mercado mundial está em recessão desde 2008, e o Brasil desde 2012.
Isso teve impacto na aplicação de todos os fundos de previdência
brasileiros”, afirma.
A expectativa é que a crise econômica
tenha gerado também déficit na Funcef em 2015, mas os números
ainda não estão finalizados. “Portanto, esse déficit é
conjuntural. Não é resultante de uma ‘negociata’, como algumas
pessoas, de forma mal-intencionada, estão defendendo para criar
pânico entre os participantes do fundo”, ressalta Fermino.
A
secretária de Comunicação do Sindicato, que é empregada da Caixa,
Daniella Almeida, destaca a importância dos esclarecimentos trazidos
pelo conselheiro deliberativo da Funcef.
“Existem muitas
informações desencontradas a respeito das dificuldades pelas quais
o nosso fundo de previdência tem passado. Então, receber os
esclarecimentos do conselheiro deliberativo, que foi eleito por nós,
empregados, é uma excelente oportunidade de nos inteiramos sobre o
que, de fato, está ocorrendo com a Funcef”, afirma Daniella.
“Cientes da real situação, poderemos, como associados,
ter uma participação mais ativa na gestão do fundo”, completa a
diretora do Sindicato.
Contencioso judicial –
A Funcef está avaliando a
possibilidade de diminuir seu
déficit,
também, por meio do
contencioso judicial. Alguns juízes do Trabalho
têm determinado que a Fundação pague passivos trabalhistas de
empregados da Caixa.
“Não tem sentido a Funcef ser
responsabilizada nessas ações trabalhistas. Estamos avaliando
entrar com ações de regresso na Justiça contra a Caixa, para que
ela arque com esses passivos trabalhistas. Isso representaria uma
diminuição de R$ 1,4 bilhão no déficit da Funcef”, explica
Fermino.