
Bancários
da Caixa em todo o país realizam nesta quarta-feira, 2 de março, um
Dia Nacional de Luta em defesa do banco e por melhores condições de
trabalho. Falta de contratações, jornadas excessivas, empregados
doentes e sobrecarregados… os problemas já existentes se somam a
outros, surgidos este ano. É o caso do novo PAA ( Programa de Apoio
à Aposentadoria), cujo prazo de adesão vai até 31 de março, e os
boatos sobre reestruturação.
A
retomada das negociações específicas com a Caixa, no dia 28 de
janeiro, escancarou as verdadeiras intenções da direção da
empresa: piorar as condições de trabalho e o atendimento à
população, além de esvaziar o papel do banco público. Durante a
reunião, os interlocutores do banco disseram que não vão contratar
mais bancários e ainda anunciaram a abertura do novo PAA.
“Cerca
de 11 mil bancários reúnem condições de sair do banco. Mesmo
assim, os representantes da Caixa dizem que não devem contratar mais
pessoas, o que prejudica, inclusive, o papel do banco público no que
se refere a aplicação dos programas sociais. Além disso, a Caixa
também não cumpriu o acordo de 2014 que determina a contratação
de mais 2 mil bancários até o final de 2015”, ressalta a
secretária de Comunicação do Sindicato, Daniella Almeida.
Outra
questão que afeta o dia a dia dos bancários são os sucessivos
boatos de reestruturação, entre eles o da Giret (Gerência de
Retaguarda).
Para
a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, as decisões tomadas
pela direção do banco acabam reforçando os projetos que facilitam
a privatização das empresas públicas, a exemplo do PLS 555. “O
esvaziamento e esfacelamento da Caixa abre espaço para os que
argumentam contra a qualidade das empresas públicas. É inadmissível
que milhares de empregados saiam do banco por meio de Planos de Apoio
à Aposentadoria e não haja novas contratações enquanto trinta mil
aprovados no último concurso aguardam convocação”, afirma
Suzineide.