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Sindicato paralisou durante uma hora a agência do Citibank no Recife
Antigo. Os dirigentes sindicais conversaram com bancários e clientes
sobre a decisão do banco de abandonar os negócios na América
Latina, anunciada em fevereiro deste ano. O ato fez parte da Jornada
Internacional de Luta. O fechamento do banco afetaria trabalhadores
do Brasil, Argentina e Colômbia.
Para
o secretário de Bancos Privados do Sindicato, Adeilton Filho, a
intenção é mostrar ao banco que os trabalhadores da América
Latina estão unidos na defesa de seus direitos. “Acreditamos que
não havia motivos para a decisão. De toda forma, estamos
reivindicando a manutenção dos postois de trabalho”, diz.
Segundo
Adeilton, os bancários demonstraram muitas dúvidas e inquietações
e o Sindicato ficou de marcar uma reunião em breve, com presença da
assessoria jurídica.
INTERNACIONAL
–
Os sindicatos filiados a UNI Sindicato Global já estão
desenvolvendo diferentes atividades de protesto junto a autoridades
governamentais e da empresa. O Presidente da UNI Américas Finanças,
Sergio Palazzo, reivindicou ao Presidente de Citibank NA a
preservação dos postos de trabalho e a resolução de todas as
irregularidades salariais que existem na entidade financeira, como
por exemplo, a dívida de pagamento de horas extras.
“Esta medida
empresarial, que afeta a milhares de postos de trabalho na Região, é
uma mostra da ausência de política comercial e compromisso social
do Citibank NA, na América Latina, e gera uma grave mensagem de
expectativa de queda do consumo. Nós, trabalhadores bancários de
América Latina, estamos em estado de alerta e de mobilização e
exigimos que se garantam as fontes laborais e os direitos dos
bancários do Citibank”, declarou Rita Berlofa, presidenta mundial
da UNI Finança.
Philip Jennings, secretáriogeral da UNI, e Marcio
Monzane, chefe mundial da UNI Finanças, têm remetido a
reivindicação ao diretor executivo do Citibank Group, Michael
Corbat, e a voz dos sindicatos de todo o mundo se fez chegar aos
presidentes e CEOs locais.