Militantes de esquerda e integrantes
dos movimentos sociais, sindicais, estudantis e populares vão às
ruas nesta sexta (18), em defesa da democracia. No Recife, o ato tem
concentração na Praça do Derby, a partir das 15 horas. “O que a
gente está vendo no país é a união da mídia, setores do
Judiciário e as velhas oligarquias do país insuflando o ódio entre
a população e tentando achar brechas para ocupar novamente o poder
e continuar impondo suas vontades”, opina a presidenta do
Sindicato, Suzineide Rodrigues.
A atividade acontece em todo o país e
é mais um ato da jornada que começou no dia 04,
pouco
depois que o ex-presidente Lula foi constrangido a depor
coercitivamente pela Polícia Federal, mesmo não tendo uma única
prova de que cometeu qualquer ato ilícito.
Uma
semana depois, o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva pelo Ministério Público de São Paulo, às
vésperas de uma manifestação pelo impeachment, foi mais um
capítulo no golpe forjado para apagar a história construída por
governos dos trabalhadores ao longo dos últimos 13 anos.
Nesta
terça (16), após a nomeação de Lula como ministro, o vazamento de
grampos ilegais voltou a pôr em dúvida a parcialidade da Justiça.
>> Sérgio Moro divulgou grampos ilegais de autoridades com prerrogativa de foro
Para
a CUT, o ato desta sexta (18) não é uma defesa de Lula ou do
governo, mas do Estadpo Democrático de Direito e dos direitos
sociais e trabalhistas. “O desprezo aos partidos políticos leva à
ditadura do Judiciário. Sem partidos políticos não há democracia.
E o alvo sempre será a classe trabalhadora. O que eles querem é
atacar nossos direitos – aprovar a terceirização, acabar com a
carteira assinada, férias, 13º salário -, conquistados com muita
luta, pressão, mobilizações e negociações nos últimos anos”,
afirma o presidente da central, Vagner Freitas.
Para
Vagner, é essencial que o clima de intolerância e instabilidade no
país sejam superados para que se possa retomar o crescimento. “A
agenda do Brasil não é a da crise política, alimentada por aqueles
que perderam as eleições. Essa agenda paralisa o país. A agenda da
CUT é a do desenvolvimento. Já entregamos à presidenta Dilma
Rousseff o Compromisso pelo Desenvolvimento, com sete itens, entre
eles a retomada de investimentos públicos e privados e
infraestrutura produtiva, social e urbana, que podem promover o
reaquecimento da economia e a geração de emprego e renda”, diz.