








Mais de 95% dos bancários que participaram da assembleia de
Prestação de Contas, realizada nesta quarta (30), aprovaram o balanço
financeiro da entidade em 2015. O plano orçamentário para 2016 teve a aprovação
de 94,51% dos que votaram.
Para a secretária de Finanças do Sindicato, Jaqueline Mello,
é importante destacar também a participação expressiva da categoria. Foram 861
votantes, o que equivale a cerca de 10% dos associados.
>> Confira aqui o resultado detalhado da votação
Para Jaqueline, a expressiva
votação representa o grau de confiança que a categoria deposita na atual
gestão. “Mostra que estamos no caminho certo e aumenta nossa responsabilidade
em gerir da melhor forma as contas do Sindicato”, afirma Jaqueline.
Para a presidenta da entidade, Suzineide
Medeiros, essa confiança é fruto, também, da transparência com relação às
contas. “Tivemos todo um processo de discussão, na diretoria e no
Conselho Fiscal; fizemos uma reunião para esclarecimento e fechamos o
processo com chave de ouro”, ressalta Suzi.
Os votos foram coletados nas urnas instaladas na sede do
Sindicato e nas principais concentrações bancárias do Banco do Brasil, Caixa,
BNB, Bradesco, Santander, Itaú e HSBC do Recife.
As contas – Embora continue operando no azul e as contas estejam equilibradas,
em 2015 houve uma diminuição nos superávits que vinham se apresentando nos
quatro anos anteriores. Embora as receitas com mensalidades dos associados
tenham aumentado, a receita geral sofreu redução por conta dos ganhos com ações
judiciais, que sofreram uma queda no ano passado.
Segundo
Jaqueline Mello, o superávit de 2014 foi aplicado em investimentos estruturais
como sistemas de informática, construção de chalés, além de várias melhorias no
Clube de Campo dos Bancários, inclusive em relação a acessibilidade.
Boa parte dos recursos foi aplicada ainda nas atividades de
resistência e mobilização: “Investimos em campanhas pela segurança nos bancos;
contra o PL 4330 – que escancara a terceirização; na luta contra o PLS 555 – o Estatuto
das Estatais; na Campanha Nacional… Este ano, os obstáculos a enfrentar são
ainda maiores”, alerta Suzineide
Para
ela, é justamente nessas épocas de crise que a organização dos trabalhadores
precisa estar mais forte. “Por isso, é importante organizar os custos para
investir fortemente em nossa atuação política, para combater os vários projetos
que representam retrocesso e tramitam no Congresso Nacional e para defender a
democracia e os direitos dos trabalhadores”, diz.