
Mais
um ato em Defesa da Democracia toma as ruas nesta quinta-feira (31),
no Recife. Assim como no dia 18, a atividade desta quinta começa na
Praça do Derby, às 16h. O Sindicato, como sempre, se une aos
movimentos sociais, sindicais, estudantis e aos militantes e artistas
que participam das mobilizações. As atividades ocorrem em todo o Brasil e também em vários locais fora do país, a exemplo de Paris (França), Berlim e Munique (Alemanha), Londres (Inglaterra), Coimbra (Portugal), Bracelona (Espanha), Santiago (Chile), Califórnia (EUA) e Cidade do México (México). Em Genebra (Suiça) haverá ato no sábado (02) e em Madri (Espanha), no domingo (03).
>> Confira os locais da Mobilização Nacional
“A
hora é de mostrar, nas ruas, o que não é dito nos grandes meios de
comunicação. É preciso que os trabalhadores percebam que o que
está em jogo não é apenas a saída de Dilma do poder, mas a
imposição de projetos que prejudicam os trabalhadores. Basta dar
uma olhada naquilo que tramita no Congresso e ver que as mesmas
pessoas que pedem o impeachment querem reduzir nossos direitos”,
ressalta a presidenta do Sindicato, Suzineide Medeiros.
Vários
grupos e categorias aproveitam a oportunidade para lançaerm seus
manifestos em defesa do Estado Democrático de Direito. É o caso dos
jornalistas, que se reúnem em ato na frente do Bradesco do Derby. E
dos profissionais de Teatro, que marcaram encontro no Corêto da
Praça.
“O
teatro sempre foi e sempre será nossa trincheira. A rua se faz palco
e é daqui que mandamos o nosso recado. Jamais silenciaremos diante
das injustiças e das tentativas de nos tirarem o que de mais
precioso conquistamos – a nossa capacidade de pensar criticamente e
de agir com liberdade. É por isso que dizemos NÃO ao golpe, Não ao
Estado de Exceção e Viva a Democracia”, ressaltam os
profissionais do teatro pernambucano.
Os
jornalistas pernambucanos, por sua vez, ressaltam o papel da grande
imprensa na condução das tentativas de golpe e a necessidade de
democratização dos meios de comunicação: “Jamais
vimos, após o fim da ditadura militar, uma adesão de tantos
veículos da chamada grande imprensa ao projeto de derrubada de um
governo. Uma adesão turbinada por um judiciário que, por sua vez,
intoxica o Brasil através de jornais, telejornais e revistas. Uma
imprensa irresponsável, que não se preocupa em falsificar números,
omitir informações e, pior, incitar o arrivismo em uma já maculada
sociedade brasileira.
No
dia 29, artistas, produtores e operadores culturais também
realizaram ato político-cultural junto ao Monumento Tortura Nunca
Mais. Já os juristas e acadêmicos de direito se manifestaram em ato
realizado no dia 22.