Projeto-piloto de segurança bancária nas cidades foi renovado por dois anos

Na última quarta (4), aconteceu uma reunião da Comissão
Bipartite de Segurança Bancária, em São Paulo. A Contraf-CUT e a Fenaban
acordaram a renovação, por mais dois anos, do projeto-piloto de segurança
bancária nas cidades do Recife, de Jaboatão dos Guararapes e de Olinda.

Também foram acordados a implementação do projeto-piloto nas
agências bancárias localizadas dentro de shopping centers e, por determinação
do Ministério Público de Pernambuco, o estabelecimento de multas aos
bancos que descumprirem os dispositivos do projeto.

Tanto o movimento sindical como a Fenaban entendem que o
projeto-piloto, conhecido como “Pacto de Recife”, deve ser ampliado
para todo o Brasil. A ideia é que isso ocorra, inicialmente, para mais duas
praças.

O ponto de discordância é que a representante dos bancos
defende implementação do mesmo projeto nas novas praças e os representantes dos
trabalhadores, a ampliação dos itens de segurança obrigatórios.

O secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João
Rufino, que é o representante do Nordeste no Coletivo Nacional de Segurança da
Contraf, explica que, quando da implementação do projeto-piloto em Pernambuco,
foram verificadas fragilidades que precisam ser eliminadas para fortalecer o
nível de segurança nas agências.

“Não tem sentido ampliarmos o projeto sem sanar as
fragilidades que verificamos. Os itens de segurança que já o compõe inibiram
muitas modalidades de investidas criminosas, mas outras estão se consolidando”,
afirmou Rufino.

O secretário citou exemplos de dispositivos de segurança que
deveriam ser incluídos no projeto-piloto. “Os vidros blindados nas fachadas das
agências são essenciais para impedir que elas sejam quebradas com marretas,
como tem acontecido com tanta frequência. Também são necessárias a presença de
dois vigilantes por pavimento nos postos de trabalho e a colocação de escudos
para deixá-los menos vulneráveis a ações dos criminosos”, defendeu Rufino.

Outra proposta da Fenaban que foi rejeitada pelo movimento
sindical é defender alterações nas leis municipais de segurança bancária de
forma a torná-las similares ao projeto-piloto. Rufino
explicou que essa proposta vem em prejuízo dos trabalhadores e clientes dos
bancos. “As leis são mais abrangentes e permanentes que o pacto. Além
disso, não há qualquer garantia de que o pacto será implementado em
todo o país”, relatou o secretário.

Sequestro
Também foi tema de discussão o fato de os bancos estarem
demitindo funcionários que são vítimas de sequestro. Rufino apresentou, na
reunião, o caso de um tesoureiro em Pernambuco que foi demitido por justa causa
pelo Santander por ter entregado o numerário da agência em que trabalhava aos
criminosos que fizeram a família dele refém.

“O bancário foi demitido, inclusive, quando estava de licença por sofrer
transtornos psíquicos decorrentes do sequestro. Declaramos a Fenaban que não
aceitamos essas posturas dos bancos e combinamos de discutir o assunto na
próxima reunião”, ressaltou Rufino.

O objetivo dos dirigentes sindicais é incluir, na Convenção Coletiva de
Trabalho, dispositivos que protejam esses trabalhadores e seus familiares. A próxima reunião com Fenaban está marcada para 18 de
julho.

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