Luta: CEE se reúne com representantes do banco a favor da Caixa 100% pública

A Comissão Executiva dos Empregados
(CEE) da Caixa se reuniu, nessa quinta-feira (2), com representantes do banco.
Na ocasião, os membros da CEE reafirmaram a disposição dos bancários para
intensificar a luta contra o enfraquecimento da Caixa e qualquer tentativa de
privatizá-la.

Na avaliação da CEE, está clara a
intenção do governo de, no mínimo, abrir o capital da Caixa. “Não reconhecemos
esse governo ilegítimo, que desrespeita a democracia brasileira. Convocamos
todos os bancários para, mais uma vez, garantir a manutenção da Caixa 100%
pública”, afirma a secretária de Formação do Sindicato, Anabele Silva, que
representou a Fetrafi-NE (Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do
Nordeste) na reunião.

Anabele ressalta que, nesse curto
período de governo Temer, a Caixa já sofreu vários golpes. “Os cortes no Fies e
no Minha Casa Minha Vida são também ataques à Caixa. Não aceitamos as propostas
de precarização do banco, para, em seguida, justificar a sua privatização”,
reforça.

As informações apresentadas
pelo banco na mesa de negociações aumentou a preocupação dos
representantes dos trabalhadores. Não há perspectiva de novas contratações, e
um novo Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA) está previsto.

Em 2015, a Caixa contava com três mil
funcionários a menos do que em 2014. No último PAA, realizado em abril deste
ano, 1,5 mil funcionários aposentaram-se. Um novo PAA está em curso com
previsão de 500 aposentadorias. Ou seja, são 5 mil funcionários a menos, sem
perspectiva de reposição.

“As propostas da Caixa vão de encontro
ao interesse dos trabalhadores e de grande parte da população brasileira, que
se beneficia com os programas sociais executados pelo banco. Não aceitamos isso
e continuaremos lutando pelo fortalecimento da Caixa 100% pública”, afirma a
presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.

Outras medidas que estão em
curso podem agravar as condições de trabalho dos empregados da Caixa. O
banco não pretende mais nomear caixas. Em caso de vacância, por aposentadoria
ou remoção, não haverá reposição. Está sendo criada a figura do “caixa
minuto”: a proposta é, quando houver necessidade, outro empregado seja
deslocado para exercer a função de caixa.

“É uma afronta aos trabalhadores.
Sabemos das especificidades da função de caixa e do nível de responsabilidade
que ela quer. É inadmissível a proposta de que funcionários exerçam essa função
ocasionalmente, sem a gratificação e as garantias adequadas”, defende Anabele.

A representante da Fetrafi-NE na
CEE-Caixa explica que essa proposta abre precedentes para que o mesmo
aconteça com outras funções e faz parte de um processo de precarização da
Caixa, similar ao que aconteceu nos anos 90. “Somos absolutamente contra e nos
manteremos mobilizados em defesa da Caixa”, reitera Anabele.

Essa foi a última reunião da
CEE com a Caixa, antes do 32º Conecef (Congresso Nacional dos Empregados da
Caixa), que ocorrerá de 17 a 19 de junho, em São Paulo. A próxima negociação
com a Caixa ocorrerá durante a Campanha Nacional dos Bancários.

 

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