
Os bancários de Pernambuco aprovaram a pauta de
reivindicações da Campanha Nacional 2016. Em assembleia realizada nessa
quarta-feira (4) na sede do Sindicato, a categoria demonstrou disposição para
defender seus direitos.
Todos os itens da pauta elaborada na Conferência Nacional
foram referendados pelos bancários pernambucanos. A diretoria do Sindicato
também foi autorizada a realizar negociações e a celebrar a Convenção Coletiva
de Trabalho e os acordos aditivos.
A presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, ressaltou a
importância da unidade e mobilização da categoria. “Não sabemos qual será o
comportamento do governo, por meio dos representantes dos bancos públicos, e da
Fenaban. Queremos fortalecer a mesa única, garantir os nossos empregos e manter
os bancos públicos”, afirma presidenta.
As principais reivindicações da Campanha 2016 são: reajuste
salarial de 14,78%; valorização do piso da categoria, para que se torne
equivalente ao salário-mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) e
Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 8.317,90.
Também estão entre os eixos centrais da Campanha a defesa do emprego, o combate
às metas abusivas e ao assédio moral, a fim terceirização e a defesa das
empresas públicas.
A pauta de reivindicações será entregue aos bancos no
próximo dia 9. Na ocasião, será estabelecido o calendário de negociações.
Suzineide integrará o Comando Nacional dos Bancários, como representante do
Sindicato. “Pernambuco não vai fugir à luta. Todos os direitos que conquistamos
nos últimos 20 anos é fruto da nossa mobilização. Se necessário, faremos greve,
pois, como diz o tema da Campanha deste ano, ‘Só a luta te garante’”, destaca a
presidenta.
Na assembleia dessa quarta-feira, os bancários também
aprovaram o desconto assistencial, no valor único de R$ 30, para cobrir as
despesas da Campanha Nacional. Como de costume, o Sindicato prestará contas dos
gastos, após o fim da campanha.
Bancos digitais
Na pauta deste ano, a categoria incluiu cláusulas para
garantir a efetivação dos direitos dos bancários que trabalham nos chamados
bancos digitais. “Consideramos as peculiaridades das atividades desenvolvidas
por eles e não aceitaremos que os bancos se utilizem dessa nova forma de
atuação para desrespeitar os direitos da categoria”, destaca Suzineide, que
coordenou o GT Emprego na Conferência Nacional dos Bancários.
Algumas das novas cláusulas relativas aos bancos digitais
são as seguintes:
– Os serviços em agências bancárias digitais serão
desempenhados exclusivamente por bancários, para garantir a qualidade de
atendimento e proteção do sigilo bancário;
– A jornada de trabalho será de cinco horas diárias e 25
horas semanais, de segunda a sexta-feira;
– As empresas adequarão a jornada de trabalho sem redução
salarial;
– Será livre o acesso dos dirigentes sindicais nos espaços
onde ficam lotados os trabalhadores de agências bancarias virtuais.