
O Sindicato
participou, nesta quarta-feira, dia 24, do Dia Nacional de Luta por Nenhum
Direito a Menos e pela Caixa 100% pública. Diretores da entidade fizeram
reunião com os funcionários da Caixa da Avenida Agamenon Magalhães e realizaram
ato em frente à agência.
A secretária-geral
do Sindicato, Sandra Trajano, fez uma avaliação da conjuntura política para
Campanha Nacional dos Bancários deste ano e comentou sobre a formação de
comitês de bancários em defesa dos bancos públicos.
“A formação de
comitês de empregados é uma excelente iniciativa. Numa conjuntura política tão
difícil como esta, apenas a mobilização da base, junto com o Sindicato, pode
garantir avanços nas negociações e a manutenção dos direitos já conquistamos”,
afirmou Sandra.
Empregados da
Caixa, durante a reunião, reclamaram da diminuição de pessoal nas agências,
após os PAA (Planos de Apoio à Aposentadoria). A secretária de Comunicação do
Sindicato, Daniella Almeida, que é empregada da Caixa, afirmou que, nos últimos
dois anos, 200 empregados aderiram ao PAA em Pernambuco, e as vagas geradas não
foram repostas.
A dirigente
sindical lamentou ainda a inexistência de perspectivas de avanços nesse
assunto. “A Caixa já afirmou que não fará novas contratações. Ela está, inclusive,
descumprindo o acordo de 2014, quando se comprometeu a diminuir o déficit de
pessoal. Acionamos a Justiça e estamos aguardando a decisão”, explicou
Daniella.
A extinção da
função de caixa executivo também foi tema da reunião. A Caixa fez uma modificação
no item 184 do normativo interno e extinguiu a função de caixa. Empregados sem comissão exercerão a função pelo tempo que
for necessário. São os chamados “caixas minuto”.
“Não
existe banco sem caixa. Esse é o início de um processo de fragmentação das
funções. Agora, foi o ‘caixa minuto’. Depois será o ‘gerente minuto’ e seguirá
pelas demais funções? Trata-se da precarização do emprego”, defendeu o
secretário de Bancos Públicos do Sindicato, Renato Brito.
Renato
afirmou que a Caixa, junto com BNDES, é o banco público que será mais
afetado, em casos de privatização. “Não há motivo para privatizações. A Caixa é
o segundo maior banco em ativos do país; é muito bem gestado, com a
participação do funcionalismo; e realiza atendimento essencial à população
brasileira”, reforça o secretário.
Moura, ressaltou que a Campanha Nacional em Defesa dos Bancos Públicos excede a
defesa dos empregos. “Independente de qual seja o governo do país, somos
contrários às privatizações das empresas públicas, por as considerarmos
fundamentais ao fomento da economia nacional e à execução das políticas
sociais”, avalia Fabiano.