Bancários confiam em ampla adesão à greve

Após montar as estratégias de ação para o primeiro dia de greve, bancários apostam na adesão massiva por parte da categoria. O engajamento deve iniciar pelo Recife e rapidamente se ampliará para Região Metropolitana e Interior do Estado. As diretrizes foram apresentadas na noite da última segunda-feira(5), durante a assembleia organizativa coordenada pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco.

A greve tem inicio a zero hora desta terça-feira(6), sem previsão de término. Os sindicalistas prometem fechar agências em todas as regiões do Estado, mas manterão em funcionamento os serviços de autoatendimento para não prejudicar os usuários.

Os trabalhadores garantem expressiva presença nas agências bancárias e financeiras para mobilizar mais apoios da classe e fortalecer a luta pelas garantias dos direitos trabalhistas. A proposta também é dialogar com a população sobre como os bancos exploram os clientes com extorsivas taxas de juros, bem como acerca das péssimas condições de atendimento enquanto faturam bilhões em meses.

Com o atual contexto político e econômico de fortes características neoliberais, os bancários estão convencidos de que a hora de resistir contra os retrocessos é agora. “Não há alternativa. Ou o trabalhador faz a greve e vai às ruas protestar. Ou mais cedo ou mais tarde todos perderão gradualmente as condições de trabalho e logo seus empregos como já vem ocorrendo”, alerta a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues. Ela destaca que nos primeiros sete meses deste ano, 7.897 postos de trabalho foram fechados nos bancos brasileiros, representando um aumento de 34,7% em relação ao mesmo período de 2015.

A decisão sobre a deflagração da greve foi tomada em Assembleia Geral da categoria que ocorreu na última semana. Os bancários acataram a orientação do Comando Nacional dos Bancários e não aceitaram a proposta de reajuste salarial de 6,5% com um abono de R$ 3 mil apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante rodada de negociação da campanha salarial 2016. A categoria reivindica um reajuste de 14,78%, o que representa a reposição da inflação mais um ganho real de 5%. “O índice proposto pelos banqueiros não compensa a inflação deste ano quando os banqueiros lucraram R$ 29,7 bilhões somente no primeiro semestre”, rechaça a presidenta.

Os bancários reclamaram também que a federação que representa os bancos brasileiros não apresentou propostas de melhorias nas áreas de saúde e igualdade de oportunidades de emprego. A segurança, que tem preocupado muito os profissionais pernambucanos tendo em vista a onda de investidas criminosas contra as agências do interior.Segundo dados da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Pernambuco(Adeppe), de janeiro a julho deste ano já foram 125 casos de assaltos, explosões e violações de caixas eletrônicos no Estado de Pernambuco.

Na próxima quinta-feira(8), haverá nova assembleia da categoria, às 17h, na sede da entidade para fazer balanço da greve e discutir novas estratégias de mobilização.

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