O
Sindicato dos Bancários de Pernambuco participa, nesta quarta-feira,
dia 7, do 22º Grito dos Excluídos. A concentração para o ato está
marcada às 9h, na praça da Democracia, no Derby. Os participantes
seguirão, em caminhada, até a praça do Carmo, no centro do Recife.
O
lema deste ano é baseado em uma declaração do Papa Francisco, em
encontro com movimentos sociais na Bolívia, no ano passado: “Este
sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata”. A frase refere-se
aos problemas sociais e ambientais resultantes do modelo capitalista
de produção.
Para
a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, o povo não vai
deixar o golpe passar em brancas nuvens. “Esse grito será o mais
alto de todos já que a investida não foi apenas contra um governo
legitimamente eleito, mas contra todas as conquistas democráticas
dos brasileiros”, enfatiza.
Já
o
diretor do Sindicato, Ronaldo Cordeiro, quevem
contribuindo para a organização da agenda convoca
a sociedade para mostrar sua força.
“Convidamos
a população para
gritar bravamente que não
aceitaremos
as perdas de direitos dos trabalhadores impostas
pelo governo golpista de Michel Temer”, afirma. O
secretário do Assuntos Sindicais do Sindicato, Fernando Batata, já
confirmou presença.”Esse
é o grito sufocado na garganta de todo o povo brasileiro”, atesta.
Os
principais posicionamentos do Grito dos
Excluídos deste
ano são: contra o golpe e em defesa da democracia; contra o
retrocesso nos direitos sociais e trabalhistas; pela democratização
da mídia; contra o feminicídio e lesbofobia; e contra a exploração
infantil e o extermínio da juventude pobre e negra.
Esta
edição do
evento que
vai percorrer
várias
cidades brasileiras, pretende convocar a população para resistir à
retirada de direitos sociais que se anuncia com a derrubada da
presidenta Dilma Rousseff, por decisão do Senado na última
quinta-feira.
O
Grito dos Excluídos vem mudando o significado do dia 7 de setembro
no Brasil. A data passou a ser um momento
em que o povo vai às
ruas para expressar seus anseios e
utopias, denunciar as explorações e defender a solidariedade e a
justiça.
Fonte:
Seec-PE, com informações da CUT-PE