
O Sindicato dos Bancários de Pernambuco reiterou que, com ou sem liminar, a greve prossegue firme. Bem como já aderiu ao movimento nacional de greve geral. As propostas foram apresentadas pelos bancários e validadas em assembleia da categoria ocorrida na noite desta segunda-feira(19) com a participação de dezenas de funcionários de bancos públicos e privados e representantes da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco(CUT-PE).
As deliberações objetivam fortalecer ainda mais as pautas da categoria diante das pressões ostensivas advindas da Federação Nacional dos Bancos(Fenaban) e da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB).
De acordo com a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, apesar da pressão, a paralisação prossegue. “Entrar em greve foi uma decisão dos bancários e só a nós cabe decidir se encerramos ou não a greve. Nem os banqueiros, nem a OAB podem decidir por nós. A greve continua firme e forte”, afirma.
Para comprovar a capacidade de mobilização do movimento grevista em contraposição à coação dos poderes econômicos e jurídicos, já amanhã (20), os bancários se reúnem às 8h, no Bradesco de Boa Viagem e realizam uma passeata percorrendo os bancos da Avenida Conselheiro Aguiar.
A categoria também vai marchar com o movimento nacional de greve, cujo primeiro ato está marcado para a próxima quinta-feira(22), denominado “esquenta da greve-geral”. Os ativistas se concentram a partir das 14h, em frente a Caixa Econômica Federal do Parque Treze de Maio e seguem em marcha até a Federação da Indústria do Estado de Pernambucano (Fiepe).
A entidade estuda a possibilidade de recorrer da decisão da Justiça do Trabalho de Recife-PE que atendeu à ação da OAB-PE para que as agências funcionem duas horas por dia até o final da paralisação.Segundo o setor jurídico do Sindicato, essa medida já foi derrotada âmbito em vários estados brasileiros uma vez que confronta a Lei de Greve. “A referida entidade usa como pretexto as necessidades diárias da população, mas o verdadeiro motivo é o pagamento dos alvarás dos advogados”, afirma o Secretário de Formação do Sindicato, João Rufino.
Na ocasião foi registrado que o Sindicato cumpre rigorosamente com todas as determinações estabelecidas na Lei de Greve, entre elas: garantia de 30% de funcionamento dos serviços bancários, priorizando os direitos dos aposentados e pensionistas, prova de vida, troca de senhas e recebimentos de novos cartões; e, garantia de 100% das salas de autoatendimento. “Se a OAB-PE estivesse preocupada com o usuário do sistema financeiro, deveria colocar entre suas pautas cobrar a segurança dos clientes, a Lei de Segurança no Recife, a redução dos juros e das taxas exorbitantes cobrados pelos bancos, o fim das longas filas de espera e, as vendas casadas de pacotes de serviços ao público”, denuncia a secretária Geral do Sindicato, Sandra Trajano.