Em resposta ao silêncio dos banqueiros, greve cresce no 16º dia e atinge 13.398 agências

Presidentes da Contraf-CUT e da Fenae advertem que diante do cenário complexo, a mobilização dos bancários e bancárias se torna mais importante a cada dia

Os bancários intensificaram a greve em todo o país nesta quarta-feira (21) em resposta ao silêncio intransigente dos banqueiros, que se negam a retomar as negociações e apresentar proposta decente, que comtemple as reivindicações da categoria. Mesmo enfrentando repressão e ameaças, neste 16º dia de greve, 13.398 agências e 40 centros administrativos ficaram parados.

“O cenário está realmente complexo e representa a instabilidade em que vivemos. A OAB interferiu na nossa greve, os bancos continuam acionando os famigerados Interditos Proibitórios para sufocar o nosso movimento e os bancários e bancárias continuaram firmes. A Fenaban continua negando uma proposta decente e os trabalhadores e a população são penalizados. Lamentável a ausência de responsabilidade social que estamos enfrentando”, afirma Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT.

O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, ressalta que a mobilização da categoria é essencial para evitar retrocessos. “De 2004 a 2015, os bancários tiveram reajuste acima da inflação todos os anos, totalizando ganho real de 21,4%. Reajuste zero não é lenda, ocorreu em 1996, 1997, 1999, 2000 e 2001. É isso que os banqueiros querem impor aos bancários e bancárias. No caso da Caixa, temos que lutar contra o RH 184, pela manutenção da PLR Social e pela retomada das contratações, por exemplo”, afirma.

Principais reivindicações dos bancários:
– Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.
– PLR: 3 salários mais R$ 8.317,90.
– Piso: R$ 3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
– Vale alimentação no valor de R$ 880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
– Vale refeição no valor de R$ 880,00 ao mês.
– 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
– Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
– Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
– Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
– Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
– Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
– Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

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