O Sindicato dos Bancários de
Pernambuco realizou na noite da última quarta-feira (19), um debate
sobre a solução para o déficit do Plano de Associados da
Cassi em negociado com o Banco do Brasil (BB). A proposta foi
aprovada por todas as entidades do funcionalismo e recebe o apoio da
Contraf-CUT.
Nos próximos dias ocorrerá uma nova
reunião com o BB para retorno e assinatura do memorando de
entendimentos a ser encaminhado para o Conselho Deliberativo da
Cassi, para fazer a consulta ao Corpo Social, que decidirá se aceita
ou não a proposição.
A proposta final, negociada durante um
ano e meio, prevê entre outros pontos a cobrança de uma
contribuição mensal extraordinária, vigente até dezembro de 2019,
de 1% sobre os salários dos funcionários ou sobre os benefícios de
aposentadoria e pensão, totalizando uma arrecadação mensal de R$
17 milhões.
Na avaliação da secretária Geral do
Sindicato, Sandra Trajano, as negociações trouxeram um resultado
positivo. “No primeiro momento em que foram mostrados as
dificuldades da Cassi, o banco não se colocou à disposição para
prestar o socorro necessário. Entretanto, os argumentos apresentados
fizeram com que o banco revisse essa postura e concordasse em
contribuir com R$23 milhões/mês até dezembro de 2019”,
afirma.
Segunda Sandra, o Sindicato continuará
acompanhando as negociações para, na medida do possível, colaborar
a fim de manter a Cassi estável e, assim, fazer com que o corpo
funcional também veja a proposta de forma positiva.
Entre os pontos, também está
contemplada a contratação e pagamento, pelo BB, de consultoria
especializada para analisar e fazer a revisão de processos e
sistemas. “Estaremos vigilantes em relação à consultoria
contratada para garantir que seja implementado um programa integral
de saúde e consolidadas bases sólidas para a Cassi”, garante o
secretário de Bancos Públicos do Sindicato, Renato Brito.
A consultoria será responsável por
aperfeiçoar o modelo de gestão e governança da Cassi, reduzir
despesas, viabilizar parcerias estratégicas e criar mecanismos de
uso racional dos serviços de saúde da Cassi, inclusive o
aprofundamento da implantação da Estratégia de Saúde da Família.
Para o Diretor de Saúde e Rede de
Atendimento da Cassi, Willian Mendes, o fortalecimento da estrutura
da Cassi resultará numa maior capacidade de lhe assegurar os
recursos existentes para atender uma população de mais de 700
associados. “Temos um gargalo a superar. O nosso modelo precisa de
alguns investimentos para que se possa ter uma rede referenciada onde
após a atenção primária se direcionem os nossos participantes
para médicos especialistas”, ressalta.
Com a aprovação da proposta, a
implantação dos projetos e a revisão de processos de Cassi serão
avaliadas e acompanhadas por meio de reuniões trimestrais de
prestação de contas para os órgãos de governança da Cassi, o BB
e as entidades que compõem a mesa de negociações.