Sociedade protesta contra PEC 241

Com a presença de organizações sociais, entre elas, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Pernambuco(SUNDSEP-PE) e Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais de Pernambuco, os bancários participaram da Paralisação Nacional contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241.

O ato realizado na terça-feira (25) em Pernambuco foi organizado pela Adufepe e contou com o apoio dos sindicatos cutistas. A concentração teve início às 14h na Faculdade de Direito do Recife e às 17h seguiu em caminhada até a Pracinha do Diário, no centro do Recife. A agenda é uma preparação para a Greve Geral marcada para o dia 11 de novembro.

A PEC 241, que prevê o congelamento dos investimentos em saúde, educação e assistência social para os próximos 20 anos, foi aprovada em votação em segundo turno pela Câmara.

Conforme o diretor do Sindicato e secretário de Comunicação da CUT, Fabiano Moura, as cotas de pouco mais de 3% do que é arrecadado no Brasil são direcionadas às áreas sociais essenciais. “Na votação da PEC 241, está em jogo a disputa de setores da sociedade pelos recursos públicos, de um lado a sociedade e do outro o mercado financeiro”, esclarece.

Para além disso, o projeto veta, por dez anos, possíveis alterações em seu texto, abre portas para o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) e favorece o sistema privado de saúde. “Ou seja, o golpe, por meio do qual Michel Temer chegou à presidência, mostra para que veio. Como denunciamos há tempos, o golpe não foi contra Dilma Rousseff, mas contra toda a sociedade brasileira. Se a PEC 241 for aprovada, mesmo se elegermos um novo presidente, não poderemos modificar essa lei durante uma década”, reforça Moura.

O Sindicato já vem mobilizado contra a PEC 241 e tem discutido junto à base os graves prejuízos à população brasileira. “O ato de hoje dá prosseguimento à nossa resistência contra o golpe e seus desdobramentos. Nossa luta só termina quando for reestabelecida a democracia e assegurados os direitos da classe trabalhadora”, afirma o diretor.

Expediente:
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