Bancários aprovam adesão do Sindicato aos protestos de 15 de março

Bancários presentes em assembleia realizada nesta terça-feira (7) à noite aprovaram a participação do Sindicato nas mobilizações do dia 15 de março em protesto contra a proposta de Reforma da Previdência do governo ilegítimo de Michel Temer. Antes da assembleia, os advogados previdenciários que prestam serviço ao Sindicato proferiram palestra sobre o tema, onde denunciaram a farsa propalada de que há déficit na Previdência Social do Brasil.

Também foi aprovada uma assembleia organizativa para deliberar sobre as atividades que serão realizadas no dia 15. Esta assembleia será em 14 de março, também na sede do Sindicato.

Diversos bancários, entre base e delegados sindicais, externaram sua preocupação com os danos ao futuro dos bancários caso passe a reforma. Também houve proposta de destacar no site do sindicato a mobilização de 15 de março, assim como colocar carros de som nos corredores bancários e intensificar as reuniões nos locais de trabalho.

“Estamos vivendo um ataque ferrenho aos bancos públicos e a reação é agora”, lembrou Suzineide Rodrigues, presidenta do Sindicato.

PREVIDÊNCIA

Os advogados previdenciários Shynaide Mafra e Alexanre Vasconcelos trouxeram números, dados governamentais e análises que desconstruíram os argumentos do Governo Temer sobre o propalado “déficit da previdência”.

Para Vasconcelos, o argumento do governo para anunciar um déficit nas contas da previdência é falacioso, visto que o Governo não inclui em suas contas todas as fontes de arrecadação para a soma dos recursos da previdência. Também lembrou que a dívida ativa com a previdência, hoje, é de cerca de R$ 500 bilhões. Dentre os maiores devedores, estão bancos privados, grandes empresas, prefeituras que, se pagassem o que devem ao sistema, também garantiriam superávit nas contas.

Outro problema apontando são as constantes desvinculações dos recursos da previdência para o pagamento de juros da dívida pública. Vasconcelos relata que em só em 2013 R$ 63 bilhões foram desviados da seguridade social para o pagamento de juros da dívida. “Com tudo isso, o Governo justifica que há déficit para nos apresentar essa PEC 287”, reclama.

Dentre outras maldades, a advogada Shynaide Mafra lembrou que a reforma de Michel Temer pretende impor idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres, dificultar o acesso aos benefícios e aumentar as restrições à concessão de benefícios de prestação continuada. “Eles desconsideram que existem realidade distintas no mercado de trabalho brasileiro, aprofundando desigualdades”, relatou.

O departamento jurídico vai disponibilizar e e-mail para dúvidas dos bancários sobre a reforma da previdência: juridico@bancariospe.org.br.

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