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Os
bancários pernambucanos se somaram às demais categorias e
realizaram uma grande marcha contra as reformas trabalhista e da
Previdência, neste Dia Nacional de Paralisação, quando milhares de
trabalhadores tomaram as ruas do centro do Recife.
Das
9h às 11h, lideranças sindicais se reuniram com os funcionários
das agências localizadas na avenida Conde da Boa Vista paralisando o
expediente para alertá-los sobre os impactos da reforma da
Previdência. De lá, seguiram em passeata até o prédio do INSS, na
avenida Dantas Barreto onde reforçaram os protestos.
O
ato
foi convocado pelas centrais sindicais de todo o país. Em
Pernambuco, os bancários votaram em assembleia pela adesão ao
movimento. “É hora de todos os trabalhadores se unirem e os
bancários não podem ficar fora da luta. Nos enfileiramos
nessa
grande passeata democrática para dizer não à
reforma da Previdência, não a esse governo golpista. Nós exigimos
uma auditoria e uma CPI da Previdência. Na rua, a batalha continua e
os bancários seguem firmes e fortes”, afirma a presidenta do
Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues. Ela
destaca ainda que além
de ser um ataque brutal contra os direitos dos trabalhadores, as
investidas que
pretendem
acabar com a Previdência Social revelam
um governo comprometido com a venda da aposentadoria para os bancos
privados que financiaram o golpe no país.
A
proposta apresentada pelo governo golpista de Michel Temer estabelece
65 anos de idade mínima para homens e mulheres, com 49 anos de
contribuição, como critérios para conceder a aposentadoria
integral. “Precisamos construir uma consciência coletiva. O
governo lançou um pacote de maldades para retirar os direitos dos
trabalhadores e assim destruir, inclusive, a identidade de classe”,
avalia o secretário de Administração do Sindicato, Geraldo Times.
Caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287 seja aprovada,
os bancários perderão o direito à aposentadoria especial de 30
anos de contribuição.
Para
defender a perversa reforma da Previdência, os golpistas alegam que
há um rombo em decorrência do pagamento de aposentadorias. A
falácia é contestada por especialistas que calcularam todas as
receitas e despesas da Seguridade Social. Segundo o secretário de
Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino, a Previdência é
superavitária. “Estudos indicam superavit de R$ 7 bilhões.
O problema é que o dinheiro está sendo desviado para o pagamento da
dívida pública. O governo retira bilhões através da Desvinculação
de Receitas da União (DRU)”, denuncia.