A Gerência de Gestão de Pessoas (Gipes), departamento que sofrerá o maior impacto com a reestruturação da Caixa Econômica Federal em Pernambuco, recebeu a visita do Sindicato dos Bancários de Pernambuco nesta quinta-feira (3). Dos 39 empregados que compõem o setor hoje, apenas quatro permanecerão em suas funções.
A caixa pretende ainda fechar 312 agências no país, mas até o momento não há previsão para Pernambuco. Em reunião com o representante da Superintendência, Waldemar Marques, a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, a secretária-Geral, Sandra Trajano, e os diretores Terezinha e Paulo Henrique, debateram sobre os impactos da reestruturação no Estado e as estratégias de realocação dos empregados.
De acordo com a Superintendência, os empregados que não permanecerem nos departamentos serão realocados para agências deficitárias. A primeira reunião do Comitê de Realocação está prevista para o próximo dia 14 de agosto. “O Sindicato vai acompanhar o trabalho do Comitê e cobrar da Caixa que o compromisso de incorporar a função dos empregados com mais de dez anos seja cumprido, independente do prazo de adesão ser anterior ou posterior ao de início da reforma trabalhista”, afirma Suzineide.
O Sindicato também vai lutar pela incorporação da função de quem está perto de completar os dez anos, exigindo uma regra de transição para estes casos. A perda de função representa, no mínimo, redução de 50% da remuneração.
“O espírito da solidariedade precisa prevalecer neste momento, pois se algum setor não foi impactado hoje, poderá ser amanhã. Todos precisam fazer a defesa da Caixa enquanto banco 100% público e responsável por importantes programas sociais”, avalia Sandra Trajano.
Amanhã (4), às 11h, representantes do Sindicato participarão de uma reunião com o senador Humberto Costa (PT). A proposta da entidade é envolver deputados e senadores na defesa da Caixa frente ao desmonte imposto pelo governo ilegítimo de Michel Temer. “Nem o período neoliberal de FHC (Fernando Henrique Cardoso) foi tão avassalador. A natureza deste governo é de entregar tudo para o capital estrangeiro”, ressaltou o diretor do Sindicato, Expedito Solaney.