Sindicato promove ato na Gipes em Defesa da Caixa e de seus empregados

Neste momento quando mais de 50 estatais brasileiras estão ameaçadas de privatização, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco vai à luta. Nesta quarta-feira (23), atendeu ao chamado da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa(CEE/Caixa) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Com a participação dos empregados da Gerência de Gestão de Pessoas (Gipes), a entidade realizou um ato em defesa da Caixa 100% pública, em frente à agência Ilha do Leite, localizada na Avenida Agamenon Magalhães, uma das mais movimentadas do centro do Recife.

Na ocasião, uma carta aberta que denuncia o desmonte da Caixa foi entregue à população e aos bancários. Também foram recolhidas assinaturas para um abaixo-assinado contra o fechamento de agências; requerendo a contratação de mais funcionários para melhorar o atendimento à população e para reduzir o tempo de espera nas filas, e mais investimento em políticas sociais, como a construção de moradias.

“O Sindicato, os empregados e toda a sociedade precisam estar envolvidos na luta em defesa da Caixa e do Brasil. Porque o modelo que o golpista Michel Temer quer implementar é bem pior do que o da época de FHC (ex-presidente Fernando Henrique Cardoso). Estão privatizando tudo para entregar ao capital internacional, quando o Estado deveria fomentar desenvolvimento, educação, saúde e moradia”, criticou a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.

A proposta da entidade é realizar atos semanais em agências da Caixa para alertar a população sobre os prejuízos da desestruturação que ocorre no banco e atinge, inclusive, a Gerência de Gestão de Fundos de Governo (Gifug), responsável pelo gerenciamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Em reunião interna realizada com os empregados da Caixa, o diretor do Sindicato, Cléber Rocha, fez uma breve análise política sobre o que está por trás do desmonte das empresas públicas. “O poder econômico se apropriou do governo Federal, do parlamento e do Judiciário. O golpe foi dado para impor toda essa agenda de retirada de direitos. E a grande mídia também está a serviço dos empresários, propagando todo dia que funcionário público é corrupto e preguiçoso. Precisamos desconstruir esse discurso e mostrar para a população o quanto a Caixa é importante para o desenvolvimento social do país”, disse.

Os empregados foram convocados a participar no próximo dia 3 de setembro, às 10h, de um ato público na praia de Boa Viagem, em frente ao Parque Dona Lindu. “Temer tem uma missão: atender os empresários e banqueiros, privatizando as empresas do país. Precisamos ter um grande movimento dos empregados dos bancos públicos para debater junto com a população sobre o que significa acabar com um banco público. Se tiver 30 ou centenas de pessoas, vamos fazer o ato. Mas vale lembrar que o Sindicato é cada um de nós e o destina da Caixa ainda está nas nossas mãos”, concluiu Suzineide.

Confira o calendário de ações do Sindicato:

25 de agosto – Lançamento da Carta em Defesa dos Bancos Públicos, sendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em visita ao Estado de Pernambuco, o primeiro nome da lista de signatários;

28 de agosto – Dia das Bancárias e Bancários – Instalação da Frente Parlamentar em defesa dos Bancos Públicos na Câmara de Vereadores do Recife, às 9h, com a presença do senador Lindbergh Farias, da deputada estadual Teresa Leitão e da vereadora Marília Arraes;

28 de agosto – Lançamento da Campanha “Se é público é para todos”

De 28 de agosto a 1º de setembro – Atos nas agências alusivos ao Dia das Bancárias e dos Bancários

2 de setembro – Comemoração do Dia das Bancárias e dos Bancários com o temo “Mesmo com toda lama/ com toda Brahma/ a gente vai levando” para marcar a data não apenas como festa, mas como posição de resistência;

3 de setembro – Ato em Defesa dos Bancos Públicos na praia de Boa Viagem com a participação dos empregados da Caixa, do BB, Banco do Nordeste, Banrisul, BNDES;

7 de setembro – Os bancários se unem às demais categorias na tradicional marcha do Grito dos Excluídos para protestas contra os desmontes dos direitos da classe trabalhadora e em oposição ao projeto em curso de minimização do Estado brasileiro.

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