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A partir do dia 11 de novembro, a prejudicial reforma trabalhista entra em vigor no Brasil. Mas, devido ao acordo bianual da categoria, os direitos contidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) estão assegurados até 30 de agosto de 2018. Nesta quinta-feira (28), o Sindicato dos Bancários de Pernambuco alertou os funcionários dos bancos privados sobre a possibilidade de uma greve, caso as empresas descumpram o acordo.
Foram visitadas seis agências Santander, Itaú, Bradesco e Safra, localizadas no centro do Recife (PE).
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Conforme a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) enviou à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) um termo de compromisso que visa a impedir que o segmento seja impactado pela reforma trabalhista em pontos que extrapolam o CCT. “Até o momento, a Fenaban não assinou este documento. Esperamos que eles cumpram o que está previsto na Convenção, mas estamos vendo um movimento que sugere o contrário. Se o acordo for quebrado, nossa greve será legal e vocês, serão convocados para a luta”, afirmou.
De acordo com a presidenta, no Bradesco, por exemplo, recentemente, foi realizado um teste com cerca de 500 pessoas para o cargo de bancário. “Uma seleção em massa não é comum. Estamos acompanhando essa situação de perto, porque se essas pessoas não foram chamadas até agora, provavelmente, serão contratadas como terceirizadas ou temporárias a partir de novembro”, avaliou.
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Além dos impactos da reforma trabalhista, os dirigentes trataram durante as visitas de questões relativas ao índice de reajuste salarial e ao avanço da digitalização. “O Itaú está investindo fortemente nos bancos digitais, fechando agências e demitindo funcionários. Nesta semana conseguimos uma grande vitória para minimizar o avanço da tecnologia. Os bancos se comprometeram em criar núcleos de realocação e requalificação para os trabalhadores”, comemorou o diretor Luiz Henrique.
As rodas de diálogo com os funcionários acontecem semanalmente, nos bancos públicos, nas quartas-feiras, e nos bancos privados, nas quintas-feiras.