O
Sindicato dos Bancários de Pernambuco realizou na manhã desta
terça-feira (16) um ato em defesa dos funcionários do Banco do
Brasil (BB), que trabalham no Centro de Apoio aos Negócios e
Operações de Logística (CENOP). Na ocasião, os dirigentes
denunciaram os desmontes e orientaram os funcionários sobre como
proceder para enfrentar situações abusivas.
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A
entidade vai monitorar os procedimentos da empresa e se coloca à
disposição dos mais de 200 empregados impactados pela medida para
garantir seus direitos.
“Estamos cobrando da
direção do BB os números detalhados do desmonte, como quantidade
de vagas e de cortes por local. Solicitamos os dados no início deste
mês, mas foi informado que o pedido está no comitê patrocinador da
reestruturação e ainda não tem os números para repassar. De nossa
parte, vamos prosseguir resistindo a mais esse desmonte”, enfatizou
a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.
Conforme
a presidenta, todo o processo para criação do Centro de Atendimento
do Banco do Brasil (CABB), que vai substituir o CENOP, aconteceu em
surdina, tudo para tentar travar as ações do Sindicato dos
Bancários e fragilizar os empregados do Banco do Brasil.
Já
o delegado sindical e funcionário do BB, Ranilson Sena, relembrou
o histórico exitoso do CENOP.
“O
setor é uma referência para todo o País. Sempre recebemos medalhas
de ouro ao longo de anos por nossas capacidades de inovação e
competência. Continuamos batendo nossas metas e realizando nossas
atividades da melhor forma possível. O que está acontecendo não é
apenas um ajuste técnico, é mais um desmonte contra nós,
empregados do BB”, comentou.
Enquanto
a funcionária do BB e diretora sindical, Diana Ribeiro, deixou claro
sua indignação contra a falta de respeito por parte da direção da
empresa.
“A
perda financeira que todos vão ter que aceitar e o transtorno que
essa nova reestruturação do BB vai ocasionar aos empregados é
perversa. Essa suposta solução que encontraram é totalmente
arbitrária. Também destaco o rebaixamento de cargo de quase todos
que serão transferidos, perdendo suas gratificações e,
consequentemente, atingindo toda sua vida. Não podemos aceitar essa
injustiça. Queremos nossos direitos duramente conquistados ao longo
do tempo”, disse Diana.
Em curso desde 2016, o plano de
desestruturação do BB teve início por meio do Plano de Demissão
Voluntária (PDV), que fechou mais de 400 agências em todo o País e
desligou mais de 10 mil empregados.