NOTA PÚBLICA: EM DEFESA DA UNIDADE E DA TRANSPARÊNCIA

No
fim do ano de 2017, a oposição impetrou uma ação judicial contra
o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, alegando malversação de
recursos por parte da direção. Em razão de explícita
inconsistência, o Ministério Público do Trabalho (MPT) arquivou a
suposta denúncia (https://goo.gl/CSxny5).
Contudo,
de modo irresponsável, a oposição prossegue difundindo boatos para
confundir a categoria que solicitou à entidade uma resposta
contundente sobre a questão. Sendo assim, para pôr um fim aos
rumores, dirimir quaisquer questionamentos e aprimorar as ferramentas
de transparência da atual gestão, a direção deliberou em reunião
do pleno a contratação de uma empresa de auditoria. Assim, a
assessoria contábil que presta serviço para a entidade avaliou,
como rigorosamente determina a lei, três propostas, vencendo
a Empresa Guimarães Auditores por oferecer o menor custo pelo mesmo
serviço, também por ser bem-conceituada no mercado e com registro na
Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Os trabalhos já
começaram desde o dia 21 de janeiro de 2018 e inicialmente serão
auditados os anos de 2016 e 2017, com o objetivo de conferir maior
transparência à prestação de
contas a ser realizada no primeiro semestre de 2018. Posteriormente, a auditoria vai retroagir às gestões anteriores.

Ignorando
a decisão soberana retirada em reunião do pleno e ciente de que
todos os pagamentos são autorizados conjuntamente, estranhamente, a
titular da Secretaria de Finanças do Sindicato se recusou a assinar
o contrato para a citada prestação do serviço sob alegação de
falta de idoneidade da empresa selecionada e de prática de
sobrepreço. A atitude mais uma vez irresponsável suscita algumas
questões relevantes: a Empresa Guimarães Auditores é a mesma que a
secretária de Finanças contratou para prestar o mesmo serviço
quando foi presidenta da entidade (https://goo.gl/LjQ17n).
Ora, se a empresa não é idônea, isso compromete enormemente a
ex-presidenta do Sindicato e atual secretária de Finanças. Ela deveria defender a realização da auditoria,
uma vez que foi ela e seu grupo que questionaram as contas do
Sindicato, inclusive isso irá contemplá-la uma vez que também
analisará as contas do período em que ela foi presidenta. Diante de sua recusa em
contratar a empresa de auditoria, acreditamos que a secretária de
Finanças busca tão somente criar um factoide para obter vantagens
espúrias no processo eleitoral do Sindicato no qual vem demonstrando
todo o interesse.

A negativa em
proceder aos devidos pagamentos inclui também a campanha em defesa
dos bancos públicos aprovada por mais de 90% dos bancários, entre
outros serviços prestados pela entidade. Importa revelar, ainda,
à categoria que a atitude temerária da secretária de Finanças
pode causar grande prejuízo financeiro ao Sindicato, bem como danos
à imagem octogenária de instituição séria e proba que está
sendo maculada publicamente diante dos fornecedores e da sociedade de
modo geral por causa de pessoas que ambicionam apenas disputar o
poder, sem, de fato, ter compromisso com a defesa dos direitos da
categoria.

Como
se pode observar, a oposição está apenas preocupada com a disputa
eleitoral e assim sendo, em nada se importa com a sustentabilidade
institucional e menos ainda com o processo de desmonte dos bancos
públicos e a precarização das relações de trabalho nos
bancos privados. A afirmação pode ser comprovada nas peças de
comunicação da oposição que se dedica a atacar de maneira vil
nosso trabalho em defesa dos bancários, e nem sequer apresenta uma
proposta ou uma ação que de fato contribua minimamente com a luta
da categoria que no ano de 2017, por exemplo, registrou um aumento
significativo na taxa de desemprego (https://goo.gl/3xAouu).

Diante das
numerosas tentativas frustradas de solucionar as querelas dos
opositores por meio do diálogo e de demais recursos democráticos e
consensuais, a direção deliberou em reunião do pleno que acionará
judicialmente as partes envolvidas para preservar a entidade de
tamanho dano contra sua história e seu patrimônio. Enquanto seus
diretores, que se sentiram prejudicados, já constituíram assessoria
jurídica por conta própria e assumindo os custos, para em breve ajuizar, dentre
outras, ação judicial
onde será demonstrado que eles vêm sendo vítimas tão somente
de procedimentos de cunho particular, refletindo a iniciativa
insidiosa dos autores da denúncia no MPT de acusações injuriosas.

Ao
tempo em que apresentamos aos bancários todas as nossas inúmeras
ações que podem ser comprovadas no dia a dia das agências, nas
ruas e nos nossos canais de comunicação
(https://www.bancariospe.org.br).
De
nossa parte, reafirmamos total disposição para construir a unidade
na luta, pois temos a consciência de que nesta conjuntura de ataques
severos às conquistas da classe trabalhadora, é necessário pôr
as ambições pessoais de lado e defender os direitos dos bancários
acima de tudo. Assim sendo, vamos prosseguir trabalhando com afinco
contra o desmonte dos bancos públicos, contra a precarização das
relações de trabalho, contra o desemprego e contra a reforma da
Previdência. Sigamos unidos e firmes porque só a luta nos garante!

Recife, 19 de
fevereiro de 2018.

Expediente:
Presidente: Fabiano Moura • Secretária de Comunicação: Diana Ribeiro  Jornalista Responsável: Beatriz Albuquerque  • Redação: Beatriz Albuquerque e Brunno Porto • Produção de audiovisual: Kevin Miguel •  Designer: Bruno Lombardi