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A
luta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco contra as
arbitrariedades cometidas pelos banqueiros e em defesa da categoria
fez com que, na manhã desta terça-feira (27), mais uma funcionária
fosse reintegrada. Trata-se do caso de Luciana Cavalcanti Canejo,
bancária do Santander – Avenida Rio Branco, no centro do Recife
(PE). Com este registro, sobe para seis o número de reintegrados
deste ano.
Com
15 anos de banco, Luciana foi diagnosticada com cisto no punho
adquirido pelo esforço repetitivo realizado ao longo de todos esses
anos de trabalho.
Em
novembro passado, o banco se recusou a cumprir o primeiro mandato
judicial, quando já estava comprovado que a trabalhadora havia
adquirido doença ocupacional, respaldada pelo laudo do Instituto
Nacional de Seguridade Social (INSS). Contudo, o Sindicato realizou
várias diligências junto à Justiça e à empresa e conseguiu a
reintegração da bancária.
A
presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, reforça a importância
do papel da entidade para que estes casos sejam revertidos.
“Se
o Sindicato não tivesse acompanhando o caso, certamente ela ainda
estaria desligada da empresa. Os bancos querem agir contra a Justiça,
mas nós vamos lutar obstinadamente em defesa dos direitos das
bancárias e dos bancários. A reforma trabalhista já é um duro
golpe contra a classe trabalhadora, mas não vamos abrir mão de
nossas conquistas”, assegura.
O
secretário de Saúde do Sindicato, Wellington Trindade, denuncia os
meios que o Santander utiliza para tentar barrar as decisões
judiciais.
“A
reintegração de Luciana passa pelo absurdo de ser a segunda
tentativa da funcionária, em um prazo de 120 dias. A justiça
determinou a primeira em novembro de 2017, mas, diante o
descumprimento do banco, teve de ser reintegrada mais uma vez pela
Justiça. Esperamos que desta vez a ordem judicial seja cumprida. É
comum o banco Santander descumprir normas e decisões judiciais, não
somente em Pernambuco, como em todo território nacional” relata.
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Questionada
sobre seu sentimento diante de mais esta reintegração, Luciana é
enfática ao dizer que não se sente segura até tudo estar
formalizado.
“Na
minha primeira tentativa de ser reintegrada o sentimento foi o pior
possível. O descaso total que o Santander tem com seu funcionário é
absurdo, mesmo diante da decisão imposta pelo juiz. O banco se acha
acima de qualquer lei. Nesta minha segunda tentativa, só vou ter
certeza de tudo quando realmente as coisas estiverem concretizadas,
porque deste banco eu espero tudo. O que posso fazer é esperar que a
empresa mais uma vez não desrespeite a decisão judicial”,
desabafa.