No dia 1º de maio, os bancários de Pernambuco estarão unidos às demais categorias em ato conjunto para celebrar o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. Neste ano, as bandeiras da mobilização são contra as reformas impostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer e em defesa do restabelecimento da democracia no País.
O ato convocado pela Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), entidades sindicais e organizações sociais será realizado nesta terça-feira (1º) a partir das 8h30, na Praça da Democracia no Derby. Outras manifestações estão previstas para o Interior do Estado.
O protesto irá pautar o fim das desigualdades, o combate ao arrocho salarial e a precarização das condições de trabalho, além do restabelecimento da ordem democrática.
A proposta é que os trabalhadores saiam em marcha pelo centro do Recife para marcar a resistência aos ataques do governo e dos patrões. “Os bancários irão se enfileirar ao lado das trabalhadoras e dos trabalhadores de outros ramos para dizer não à reforma trabalhista e da Previdência. Vamos fazer também a defesa dos bancos públicos que estão na mira privatista do governo”, afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues.
A mobilização realiza-se após a Medida Provisória 808/17, que suavizava pontos polêmicos da reforma trabalhista, perder a validade. Agora, a preocupação do movimento sindical é a volta do texto aprovado pelo Congresso, integralmente, incluindo pontos como o que permite que grávidas trabalhem em locais insalubres.
Outra mudança que prejudica os trabalhadores diz respeito à contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Se o trabalhador intermitente não pagar ao INSS a diferença da renda mensal para atingir o salário mínimo, o mês não será considerado para fins de cálculo da aposentadoria e do seguro-desemprego. Além disso, por meio de acordo individual, poderá ser adotada a jornada de 12 horas seguidas por 36 horas de descanso.