Intervenção militar não é saída para crise no Brasil

No dia 1º de abril de
1964, o Brasil mergulhou em um regime de exceção com a instalação
da ditadura militar que se estendeu por 21 anos, com retirada de
direitos, perseguições, torturas e execuções. Mais de três
décadas após a retomada da democracia, ressurge entre setores da
direita pedidos de intervenção militar para solucionar a grave
crise que o País atravessa.

À época, o golpe
contra o governo de João Goulart (1961- 1964) foi imposto como uma
ação necessária à manutenção da democracia. Mas, quando as
forças armadas assumiram o poder, o que se viu foi um conjunto de
violações aos direitos praticadas contra a população.

Para a presidenta do
Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, entidade
que ficou sob intervenção militar, este é o momento de fortalecer
a democracia brasileira. “Estamos vivendo tempos difíceis, com um
governo ilegítimo. Mas a saída para esta crise não é a
intervenção militar, em nenhuma hipótese. Devemos fortalecer a
democracia, garantindo a realização de eleições diretas no Brasil
neste ano”, avalia.

A ditadura militar é
um regime antidemocrático, no qual não há participação popular e
não se admite oposição aos atos e ideais dos ditadores. “As
consequências desse passado recente brasileiro ainda estão
presentes, na vida de mães que nunca encontraram os corpos dos seus
filhos; de mulheres violentadas e de todos os brasileiros que
sobreviveram aos dias de chumbo. Não podemos permitir a volta de
governos militares no Brasil”, alerta Suzineide.  

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