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O atual modelo de
custeio do Saúde Caixa, que se mostra sustentável e superavitário,
está ameaçado. Mensalidades mais altas, cobranças por faixa etária
e exclusão dos aposentados estão entre as mudanças que virão para
prejudicar os empregados da Caixa.
Implementado em julho
de 2004, o modelo vigente estabelece que a Caixa pague 70% das
despesas assistenciais, e aos usuários, cabem os outros 30%.
“Algumas resoluções
do governo golpista e a recente alteração no estatuto da Caixa
propõem um limite correspondente a 6,5% da folha de pagamento para a
participação da Caixa nessas despesas, descumprindo o que está
previsto no nosso Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O plano se
tornará financeiramente inviável para os empregados”, avalia a
diretora da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro no
Nordeste (Fetrafi-NE) e delegada sindical, Cândida Fernandes.
Em janeiro deste ano, o
Ministério do Planejamento publicou as resoluções CGPAR nº 22 e
23, com determinações para que as empresas estatais reduzam
despesas com a assistência à saúde de seus trabalhadores. As novas
medidas podem comprometer o futuro da política de assistência à
saúde dos trabalhadores da Caixa.
Um seminário em defesa
dos planos de saúde de autogestão das empresas estatais está
previsto para o dia 28 de junho, com a participação de
representantes de usuários do Saúde Caixa, Cassi, Postal Saúde,
AMS/Petrobras e PAS/BNDES.