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Os empregados da Caixa
participam, nesta quarta-feira (20), do Dia Nacional de Luta em
Defesa do Saúde Caixa. O Sindicato dos Bancários de Pernambuco
realizará um ato público, a partir das 9h30, na Caixa Econômica
Federal – Agência Conde da Boa Vista, no centro do Recife.
Na
ocasião, todos vestirão branco para protestar contra a alteração
no modelo de custeio do Saúde Caixa.
Desde 2004, a
patrocinadora paga 70% das despesas assistenciais e os usuários os
outros 30%. Porém, a Resolução nº 23 – CGPAR publicada pelo
governo federal e a recente alteração no Estatuto da Caixa
estipulam o limite correspondente a 6,5% da folha de pagamento para a
participação do banco nessas despesas, à revelia do que prevê o
Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para presidenta do
Sindicato, Suzineide Rodrigues, as mudanças no custeio do plano de
saúde dos empregados da Caixa fazem parte do processo de desmonte
imposto pelo governo federal ao setor público no país. “A Caixa
tem fechado agências, reduzido o quadro de pessoal com os planos de
demissão voluntária e sobrecarregado os empregados que permanecem
na ativa e precarizado os serviços prestados à população com o
objetivo de criar o ambiente para a privatização. O ataque ao
plano de autogestão dos empregados atende à agenda ultraliberal do
governo. Vamos lutar em defesa da Caixa 100% pública e da manutenção
dos direitos dos bancários”, afirma.
É consenso entre as
entidades representantes dos trabalhadores que como a inflação
médica aumenta mais rapidamente que os índices de correção dos
salários e benefícios previdenciários, e como a Caixa vem
reduzindo seu quadro de pessoal, em breve, o novo limite estipulado
será atingido e os custos excedentes recairão sobre os
usuários.
Na avaliação da diretora da Federação dos
Trabalhadores do Ramo Financeiro no Nordeste (Fetrafi-NE) e delegada
sindical pela Caixa, Cândida Fernandes, o Saúde Caixa se tornará
financeiramente inviável, caso a empresa implemente a mudança. “Não
há justificativa para alterar o atual modelo de custeio do Saúde
Caixa, pois o plano tem apresentado superavit. Em 2016, acumulamos
superávit de R$ 670 milhões. Os dados mais recentes, entretanto,
estão restritos à gestão do banco, que não deu a devida
transparência ao relatório atuarial de 2017”, conclui.
O
envolvimento de todos os empregados e aposentados no processo de
mobilização da campanha “Saúde Caixa: Eu Defendo” será
necessário para impedir a retirada de uma das mais importantes
conquistas dos empregados.