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Nesta
quarta-feira (20), o Sindicato dos Bancários de Pernambuco realiza atos alusivos ao Dia Nacional de Luta em Defesa da Cassi e do
Saúde Caixa, nas agências do Banco do Brasil – Cais do Apolo e da
Caixa – Conde a Boa Vista, no Recife (PE).
Para
marcar a data, os dirigentes sindicais visitaram os escritórios
digitais e departamentos de ambos os bancos para alertar os
funcionários sobre as medidas do governo federal para desmontar os
planos de autogestão.
“Esse
é mais um golpe contra as bancárias e os bancários e não vamos
aceitar os retrocessos impostos pelo governo federal aos direitos da
categoria conquistados com muita luta. Mesmo com altos lucros, os
bancos prosseguem fechando agências, reduzindo o quadro de pessoal
com os planos de demissão voluntária e mudando a forma de custeio
dos planos de saúde visando a ampliar seus lucros já exorbitantes”,
protesta a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.
No
caso do BB, a proposta aumenta a contribuição dos associados de 3%
para 4% e mantém a contribuição patronal em 4,5%, além de quebrar
o princípio da solidariedade ao instituir pontos previstos pela
Resolução nº 23 – CGPAR, onerando apenas o corpo funcional.
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Atualmente, a Cassi conta
com a participação de 100 mil funcionários e 130 mil dependentes.
Se o critério uniforme de cobrança para todos os associados deixar
de ser aplicado, com cobrança por dependente, e somado a isso a
coparticipação aumentar muitos associados pagarão até 10% de seu
salário.
Na
avaliação da secretária-Geral do Sindicato, Sandra Trajano, a
medida tornará o plano inviável para os participantes que serão
forçados a recorrer aos planos de mercado. “Os novos funcionários
não terão direito a Cassi, assim como os aposentados também não.
O custo para os que permanecerem no plano será elevado e assim a
instituição morrerá por inanição”, afirma.
No
que se refere ao Saúde Caixa, a empresa paga, desde 2004, 70% das
despesas assistenciais do Saúde Caixa e os usuários os outros 30%.
Atualmente com a CGPAR nº 23 e a recente alteração no Estatuto da
Caixa, estipulou-se o limite correspondente a 6,5% da folha de
pagamento para a participação do banco nessas despesas, à revelia
do que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A
diretora da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro no
Nordeste (Fetrafi-NE) e delegada sindical pela Caixa, Cândida
Fernandes, ressalta a inviabilidade das modificações na forma de
custeio do Saúde Caixa para os empregados da Caixa.
“Na
atual conjuntura do país, onde os bancos aumentam seus lucros ano
após ano, é inaceitável que a Caixa siga com esse plano de
mudança. A forma atual de custeio do Saúde Caixa é um direito
conquistado e não vamos abrir mão do atual modelo. Para muitas
companheiras e companheiros, o formato apresentado pelo banco vai
comprometer parte importante do orçamento, obrigando, assim, a saída
do plano de saúde”, destaca.